[Artigo] Uma proposta para a quarta geração de terapias comportamentais

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As terapias comportamentais podem ser divididas nas chamadas “gerações” ou “ondas”, com características específicas relacionadas aos pressupostos terapêuticos e técnicas utilizadas. A semelhança entre as gerações encontra-se no fato de que todas se baseiam na Análise do Comportamento. Embora parte da literatura atual descreva a existência de três gerações, autores como Abreu e Abreu (2017) propõem a existência da quarta geração, que se utiliza da análise funcional e da integração das terapias contextuais, quando necessário, de forma a resolver problemas existentes na proposta atual da terceira geração de terapias comportamentais.

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[Artigo] Existe sociedade sem controle aversivo?

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Preocupado com as questões sociais que despontavam no período pós-guerra, nas décadas de 40 e 50 do século XX, Skinner se dedicou a reflexões de cunho mais coletivo e, munido do conhecimento acerca do comportamento humano que ele havia ajudado a construir nas décadas anteriores, lança-se no campo da ficção utópica com a polêmica obra Walden II. Nela, Skinner (1948) cria uma sociedade alternativa na qual seus membros buscam uma vida mais feliz e livre das relações de controle aversivo e coerção que são impostas nas sociedades modernas ocidentais. Aplicando o conhecimento da Análise do Comportamento, ele descreve as relações de controle comportamental planejadas nessa sociedade que visam maximizar o uso do reforçamento positivo para contornar diversos problemas sociais que enfrentamos. Eliminar o controle aversivo das relações humanas é um dos objetivos propostos em Walden II, mas ele é alcançado?

Martins, Carvalho Neto e Mayer (2017), por meio de uma leitura atenta e minuciosa da obra em questão buscam responder a essa pergunta, cujo resultado é apresentado em  “Walden Two: Uma sociedade utópica não aversiva?”, artigo publicado no 19º volume da Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva. Este texto é um resumo de seus achados e discussões. Continuar lendo [Artigo] Existe sociedade sem controle aversivo?

Artigo sobre ensino de AEC e Psicologia Experimental que teve parceria da ABPMC com a ACBR é publicado

Foi publicado, em dezembro de 2017, o artigo Um levantamento sobre as condições para o ensino de Análise Experimental do Comportamento na graduação em Psicologia de Luiz Alexandre B. de Freitas, Natália de Mesquita Matheus e Ana Cláudia Shiga, no Dossiê Análise do Comportamento, Educação e Contemporaneidade da Revista Educere et Educare. O trabalho teve apoio da Comissão Interinstitucional ABPMCACBR para a Avaliação do Ensino de Análise do Comportamento que foi criada no início de 2015 e esteve ativa até o final de 2016 e teve membros das duas associações.

A pesquisa foi um levantamento das “características do ensino de Psicologia Experimental [PE] e Análise Experimental do Comportamento [AEC] em cursos de Graduação em Psicologia de instituições de ensino superior públicas e privadas do Brasil”.

Os autores coletaram os dados por meio de um questionário online que foi respondido por coordenadores de curso, professores e estudantes de diversas instituições do país. Foram considerados para análise 160 formulários respondidos entre julho e novembro de 2014, sendo a maior parte deles preenchidos por professores de AEC ou discentes.

Entre os resultados encontrados, chama atenção o dado de que 20% das instituições não possui laboratório para as aulas de PE ou AEC, e 40,63% não possui laboratório real (com a utilização de sujeitos experimentais vivos).

Outros dois dados que merecem destaque se referem à quantidade e à formação dos professores que ministram aulas de PE e AEC. A maior parte das instituições (65,6%) possui um ou dois professores e 5% não têm professores aptos a ministrar essas disciplinas. Embora a maior parte dos professores tenham formação em Análise do Comportamento ou Psicologia Experimental, o percentual daqueles com formação em outras áreas e que ministram essas disciplinas ainda é alto, de 26,26%.

Os autores discutem algumas possibilidades para explicar o baixo números de professores aptos a lecionar disciplinas de AEC e PE em cada instituição, o percentual elevado daquelas que não possuem laboratórios e a existência de professores responsáveis por essas disciplinas, mas sem formação na área. São apontadas ainda limitações metodológicas e de generalização dos resultados.

Freitas, L. A. B., Matheus, N. M., & Shiga, A. C. Um levantamento sobre as condições para o ensino de análise experimental do comportamento na graduação em psicologia. Educere et Educare, 12(25).

[Artigo] Aproximações entre o feminismo e a Análise do Comportamento

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O feminismo é uma maneira de analisar as relações sociais pela ótica do gênero, sendo também relevante como um movimento que busca a transformação de tais relações, diminuindo a desigualdade entre homens e mulheres. Embora seja pesquisado em diferentes disciplinas, ainda são poucas as produções que relacionam a filosofia do Behaviorismo Radical e as aplicações analítico-comportamentais com o feminismo. Tais produções são avaliadas no artigo de Couto e Dittrich (2017), denominado “Feminismo e Análise do Comportamento: Caminhos para o diálogo”. Os autores têm como objetivos revisar as produções já existentes sobre feminismo em periódicos de Análise do Comportamento e analisar possíveis aproximações teórico-práticas entre os dois campos do conhecimento.

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[Artigo] Punição e supressão em uma replicação de Skinner (1938) utilizando o Jato de Ar Quente

O livro “The Behavior of Organisms” de Skinner, publicado em 1938, é composto por inúmeros estudos realizados à época pelo referido autor e embasou, em seu primórdio, a construção dos conceitos utilizados até hoje na Análise do Comportamento. Em um desses experimentos (1938, p.154), Skinner ressaltou a supressão competitiva em um experimento que empregou a extinção após a punição. Os estudos posteriores que tentaram replicar o experimento de Skinner não obtiveram sucesso em obter os mesmos resultados ou ainda encontraram outros novos. Nesse sentido, o presente artigo aqui resumido teve por objetivo replicar sistematicamente o experimento de Skinner, utilizando como estímulo aversivo o Jato de Ar Quente (JAQ). Dessa forma, criando uma boa oportunidade para a contínua discussão sobre os temas pilares para a área.

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[Artigo] Reflexões de B. F. Skinner sobre Educação e contribuições para a Psicologia Escolar

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A Educação foi um tema de interesse que acompanhou Skinner por toda sua carreira. Em muitos de seus textos é possível encontrar reflexões sobre o ensino, a escola, as relações estabelecidas no ambiente escolar e o sistema educacional como um todo. Dentre essas contribuições, algumas foram mais divulgadas ao longo das últimas décadas de produção em Psicologia Escolar e Educacional, enquanto outras foram como que deixadas de lado ou mal compreendidas. É provável que psicólogos educacionais e professores tenham certo conhecimento acerca de propostas metodológicas para ensino-aprendizagem extraídas dos textos de Skinner e de outros analistas do comportamento, a instrução programada, por exemplo. Entretanto, que é bastante incomum é que conheçam as reflexões mais amplas que o autor empreendeu, dentro das quais tais propostas ganham sentido.

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[Livro] Lançamento na ABPMC 2017! Resenha de Diálogos em Análise do Comportamento

IMG_7493Esta resenha foi escrita pelo Professor Luiz Alexandre B. de Freitas. Luiz é graduado em Psicologia pela Universidade Federal de São João del Rei, fez Mestrado em Análise do Comportamento na Universidade Estadual de Londrina, é doutorando em Teoria e pesquisa do Comportamento pela Universidade Federal do Pará e professor na Universidade Federal de Mato Grosso – Campus Cuiabá. Ele é membro da Comissão de Publicações e Editorial da ABPMC (Gestão 2017-2018) e seus temas de interesse de pesquisa são Análise Aplicada do Comportamento no Transtorno do Espectro Autista e processos básicos do comportamento relacionados ao condicionamento clássico.

Boa leitura!

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[Livro] Lançamento na ABPMC 2017! Resenha de Pesquisa Teórica em Psicologia: Aspectos Filosóficos e Metodológicos

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A resenha a seguir foi escrita pela Dra. Monalisa Leão a pedido do Boletim Contexto. Monalisa Leão é graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – CPAR, fez Mestrado em Análise do Comportamento e Especialização em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Estadual de Londrina, e Doutorado em Teoria e pesquisa do Comportamento pela Universidade Federal do Pará, com período sanduíche na Universidade de Harvard e Fundação B. F. Skinner. Ela é Editora Associada do Boletim Operants da Fundação B. F. Skinner e dedica-se preferencialmente às questões conceituais do Behaviorismo Radical e às relações entre Análise do Comportamento e Biologia Evolutiva. Boa leitura!

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[Artigo] Acompanhamento Terapêutico e Análise do Comportamento: Avanços e problemáticas nas definições deste fazer

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Acompanhamento Terapêutico é um fazer realizado por psicólogos que costuma ser voltado ao tratamento de casos que demandem intervenções mais intensivas. O acompanhante terapêutico (AT) tem trabalhado com pessoas com transtornos psiquiátricos, dependência química, deficiência física, com dificuldades no processo de escolarização, entre outros. Diversos analistas do comportamento têm produzido sobre Acompanhamento Terapêutico e algumas definições são encontradas na literatura, mas não há uma definição operacional deste fazer. Beltramello e Kienen (2017) apresentam como a Análise do Comportamento, em especial a Programação de Ensino, pode contribuir para sistematizar e delimitar as classes de comportamento definidoras desse fazer. Continuar lendo [Artigo] Acompanhamento Terapêutico e Análise do Comportamento: Avanços e problemáticas nas definições deste fazer

[Artigo] A distinção entre comportamento eliciado e emitido ainda é necessária?

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Em 2016, Michael Domjan publicou seu artigo “Elicited versus Emitted Behavior: Time to Abandon the Distinction”, no qual faz um apanhado histórico de livros e experimentos acerca dos condicionamentos clássico e operante, apontando a necessidade de revisarmos nossas definições com base nas evidências e análises encontradas nos últimos anos. Por meio de sua análise, vemos que as diferenças entre comportamentos emitidos e eliciados não são tão claras quanto se supunha antigamente, apesar de as concepções antigas ainda serem repetidas nos trabalhos atuais.

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[Livro] A depressão como fenômeno cultural na sociedade pós-moderna. Parte 1: um ensaio analítico comportamental dos nossos tempos

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A resenha a seguir foi escrita pelo Professor Renato Almeida Molina a convite do Boletim Contexto. Renato Molina é mestre em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, Psicólogo na SEJUDH – Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado de Mato Grosso e Psicólogo Clínico.

A obra é distribuída gratuitamente e pode ser baixada aqui.

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[Artigo] (Im)posturas jornalísticas: incompreensões da revista Veja sobre B. F. Skinner

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A Análise do Comportamento e o Behaviorismo Radical foram e continuam sendo objetos de críticas infundadas e incompreensões, tanto na comunidade acadêmica de Psicologia quanto pelo público em geral. Analistas do comportamento recorrentemente realizam pesquisas para averiguar tais críticas e incompreensões e demonstram o esforço da comunidade analítico-comportamental em desmistificar os enganos e desacordos fundados em má compreensão que se veiculam em diversos ambientes. Tais incompreensões ou (im)posturas são encontradas inclusive em livros didáticos das áreas de Educação e Psicologia (Gioia, 2001; Rodrigues, 2005) e contribuem para construir barreiras para difusão da ciência do comportamento e suas tecnologias (Miraldo, 1985).

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[Artigo] A fundação do JEAB e o isolamento histórico da Análise do Comportamento

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Foi criado, em 1957, o primeiro periódico especializado da Análise do Comportamento, o Journal of Experimental Analysis of Behavior (JEAB). Sua criação denota um cenário de expansão institucional e científica da área, mas também um episódio representativo do isolamento da Análise do Comportamento na comunidade científica. É com o objetivo de fazer um exame histórico da expansão da Análise do Comportamento, evidenciado pela criação do periódico, relacionando-o ao isolamento da área que Cruz (2016) traz parte de sua tese de doutorado no artigo A Fundação do JEAB e o Isolamento Histórico da Análise do Comportamento. Continuar lendo [Artigo] A fundação do JEAB e o isolamento histórico da Análise do Comportamento

[Artigo] Expressando valores na clínica analítico-comportamental

Na Análise do Comportamento, discussões sobre o papel dos valores têm se dividido entre sua inserção no sistema ético skinneriano e no contexto clínico. Dentro do segundo grupo, Assaz et al. (2016) fazem um apanhado teórico sobre a temática e suas implicações em contextos clínicos. Continuar lendo [Artigo] Expressando valores na clínica analítico-comportamental

[Artigo] Serendipidade, metacontingência e práticas supersticiosas

Experimentos são planejados de modo a evidenciar relações de dependência entre eventos, sendo que tais relações costumam ser minimamente previstas por quem produz a pesquisa. No entanto, como “a ciência é um processo contínuo e, muitas vezes, desordenado e acidental” (Skinner, 1972/1956, citado por Caldas e Andery, 2016), os procedimentos eventualmente levam a descobertas e indícios para além do objetivo principal da pesquisa, levando a achados ao acaso. A esse fenômeno é dado o nome serendipidade.  É com o objetivo de apresentar um estudo com achados imprevistos que Caldas e Andery (2016) apresentam dados e discutem práticas supersticiosas em Investigação Experimental em Metacontingências e Práticas Supersticiosas: um caminho para estudos mais complexos. Continuar lendo [Artigo] Serendipidade, metacontingência e práticas supersticiosas