[Artigo] Complexidade em lugar da privacidade: uma alternativa para os fenômenos subjetivos

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No artigo intitulado “Além da privacidade”, Pompermaier e Lopes (2018) revisam de forma crítica a proposta skinneriana de eventos privados para tratar dos fenômenos subjetivos. Os autores revisitam outras propostas de refinamento e reformulações deste conceito e, ao final, argumentam por seu abandono e pela superação da noção de privacidade adotada no Behaviorismo Radical. Continuar lendo [Artigo] Complexidade em lugar da privacidade: uma alternativa para os fenômenos subjetivos

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[Artigo] Falar consigo mesmo e a perspectiva teleológica

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Falar consigo mesmo é pensar? Ainda, pode ser considerado um comportamento? É a partir desses questionamentos que Howard Rachlin (2018) nos leva ao longo do seu artigo, no qual contrapõe o behaviorismo radical e o teológico, em uma jornada que busca, de acordo com suas próprias palavras, convencer o leitor que “falar consigo mesmo” não é pensar e muito menos um comportamento.

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[Artigo] A importância do Coping e das habilidades sociais para pacientes renais e hepáticos crônicos

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A descoberta de uma doença crônica causa, em geral, alterações na vida do indivíduo que podem ser consideradas como estressoras. A situação se agrava nos casos de doenças crônicas onde o único recurso terapêutico mais eficaz é o transplante de órgãos, como é o caso de doenças renais e hepáticas crônicas. Considerando as grandes mudanças na vida desses pacientes e de sua família, e em como o repertório do próprio paciente pode auxiliar ou dificultar o enfrentamento da doença, Cossalter, Angotti & Cippola (2017) investigaram os repertórios de Coping e habilidades sociais em pacientes à espera de transplante de rim e fígado.

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[Artigo] Aquilo que você fala em um feedback ajuda o outro?

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Em ambientes organizacionais (como lojas, empresas e hospitais), os principais responsáveis pela entrega de produtos ou serviços são as pessoas que trabalham nesses lugares. Para a Análise do Comportamento, quando falamos de pessoas inseridas em um ambiente específico, falamos de organismos que se comportam sob controle de um conjunto de objetivos específicos. Assim, para que essas pessoas continuem executando suas funções profissionais “da melhor maneira”, o feedback é um dos instrumentos mais utilizados. Apesar da sua utilização, porém, poucos são os estudos que apontam quais  são as variáveis presentes nesse processo que afetam os comportamentos dos envolvidos (Alvero et al., 2001). Mediante isso, no trabalho intitulado “Efeito de três tipos de conteúdos de feedback no desempenho em tarefa”, Torres e Gusso (2018) propuseram uma pesquisa experimental em que avaliaram os efeitos da apresentação de diferentes tipos de conteúdos no feedback sobre o comportamento de “identificação de emoções em expressões faciais”.

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[Artigo] A Reeducação e a reinserção social propostas pelo ECA e pelo Código Penal brasileiro.

fcaad8b6-ad6b-4bcc-a2c3-c0e6a6ad1a66.jpgVaccari, Gonçalves e Dittrich (2018) analisaram as legislações brasileiras que dispõem sobre a prática de crimes e compararam as medidas de reeducação e de reinserção social prescritas aos sujeitos adultos contidas no Código Penal com as do Estatuto da Criança e do Adolescente, direcionadas aos adolescentes em conflito com a lei. Os autores realizaram uma pesquisa documental sobre tais leis relativas à penalização de adultos e adolescentes e avaliaram-nas conceitualmente, fundamentados por trabalhos da área de Análise do Comportamento. Continuar lendo [Artigo] A Reeducação e a reinserção social propostas pelo ECA e pelo Código Penal brasileiro.

[Artigo] Injeção de Histamina: punidor e potencial reforçador negativo

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O estudo que vamos resumir hoje foi realizado por Mayer, Carvalho Neto e Katz (2018). Esta é uma pesquisa básica que objetivou examinar a punição do responder com injeção de histamina e o potencial da droga em gerar esquiva de punição.

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[Artigo] Grau de liberdade, grau de coerção e escolhas genuínas: As contribuições de Israel Goldiamond sobre o conceito de liberdade

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O conceito analítico-comportamental de “liberdade” se difere das concepções tradicionais, que o associam à noção de livre-arbítrio ou de total responsabilização do indivíduo pelas suas próprias ações. Visto que o determinismo é um dos pressupostos filosóficos do Behaviorismo Radical, a discussão do conceito de liberdade, na Análise do Comportamento, ocorre de maneira a não negligenciar a existência do controle, que é entendido como parte essencial das relações comportamentais. Embora a discussão sobre o conceito seja frequente desde Skinner (1971), diferentes pesquisadores trouxeram análises distintas sobre o que significa “liberdade”. Fernandes e Dittrich (2018), em seu artigo denominado “Expanding the behavior-analytic meanings of ‘freedom’: The contributions of Israel Goldiamond”, apresentam a explicação elaborada por Israel Goldiamond, analista do comportamento norte-americano, que desenvolveu os conceitos de “grau de liberdade”, “grau de coerção” e “escolha genuína” como aspectos essenciais do que se entende por liberdade.

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[Artigo] A relação professor-aluno na universidade: contingências sociais desfavoráveis

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No intuito de ampliar nosso conhecimento acerca das relações professor-aluno no contexto da universidade, Vieira-Santos e Henklain (2017) escreveram um ensaio no qual analisam contingências que dificultam ou impedem o estabelecimento dessas relações. O artigo intitulado “Contingências sociais que dificultam o engajamento do professor universitário em relações de qualidade com seus alunos” foi publicado no volume 8 da revista Perspectivas em Análise do Comportamento. Este texto é um resumo do que os autores apresentam em suas análises. Continuar lendo [Artigo] A relação professor-aluno na universidade: contingências sociais desfavoráveis

[Artigo] Análise das Emoções pela filosofia de Gilbert Ryle

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As ciências psicológicas desde seu início tem tomado as emoções como objeto de estudos (James, 1884), outras áreas do conhecimento como a biologia e a filosofia tem feito o mesmo ao longo da história. Na Psicologia já foram estudadas a partir das mais variadas correntes metodológicas e epistemológicas, em abordagens que enfocam ora o indivíduo e seu “universo particular”, ora a cultura, seu valor adaptativo-evolutivo e sua constituição comportamental ou cognitiva. O artigo de Flores, Medeiros e Souza (2017), de que trata este resumo, busca contribuir com a discussão acerca das emoções a partir da análise da linguagem cotidiana que utilizamos para nos referirmos às nossas emoções, uma análise da lógica que rege a utilização dos conceitos para descrever as nossas emoções da forma como fazemos em nossa cultura. Para isso os autores fundamentam-se na filosofia de Gilbert Ryle. Continuar lendo [Artigo] Análise das Emoções pela filosofia de Gilbert Ryle

[Artigo] Mulheres vitimizadas e competência parental: análise de intervenção

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O projeto Parceria foi criado em 2006, financiado pelo CNPq e coordenado pela Profa. Dra. Lúcia Williams. É um programa de intervenção para mulheres com histórico de violência doméstica, cujo objetivo é ensinar práticas parentais habilidosas visando prevenir potenciais comportamentos danosos em crianças expostas à violência conjugal. A pesquisa de Santini e Williams (2016) buscou avaliar possíveis efeitos da ordem em que os módulos do programa são aplicados sobre a sua eficácia. Continuar lendo [Artigo] Mulheres vitimizadas e competência parental: análise de intervenção

[Artigo] Uma proposta para a quarta geração de terapias comportamentais

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As terapias comportamentais podem ser divididas nas chamadas “gerações” ou “ondas”, com características específicas relacionadas aos pressupostos terapêuticos e técnicas utilizadas. A semelhança entre as gerações encontra-se no fato de que todas se baseiam na Análise do Comportamento. Embora parte da literatura atual descreva a existência de três gerações, autores como Abreu e Abreu (2017) propõem a existência da quarta geração, que se utiliza da análise funcional e da integração das terapias contextuais, quando necessário, de forma a resolver problemas existentes na proposta atual da terceira geração de terapias comportamentais.

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[Artigo] Existe sociedade sem controle aversivo?

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Preocupado com as questões sociais que despontavam no período pós-guerra, nas décadas de 40 e 50 do século XX, Skinner se dedicou a reflexões de cunho mais coletivo e, munido do conhecimento acerca do comportamento humano que ele havia ajudado a construir nas décadas anteriores, lança-se no campo da ficção utópica com a polêmica obra Walden II. Nela, Skinner (1948) cria uma sociedade alternativa na qual seus membros buscam uma vida mais feliz e livre das relações de controle aversivo e coerção que são impostas nas sociedades modernas ocidentais. Aplicando o conhecimento da Análise do Comportamento, ele descreve as relações de controle comportamental planejadas nessa sociedade que visam maximizar o uso do reforçamento positivo para contornar diversos problemas sociais que enfrentamos. Eliminar o controle aversivo das relações humanas é um dos objetivos propostos em Walden II, mas ele é alcançado?

Martins, Carvalho Neto e Mayer (2017), por meio de uma leitura atenta e minuciosa da obra em questão buscam responder a essa pergunta, cujo resultado é apresentado em  “Walden Two: Uma sociedade utópica não aversiva?”, artigo publicado no 19º volume da Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva. Este texto é um resumo de seus achados e discussões. Continuar lendo [Artigo] Existe sociedade sem controle aversivo?

Artigo sobre ensino de AEC e Psicologia Experimental que teve parceria da ABPMC com a ACBR é publicado

Foi publicado, em dezembro de 2017, o artigo Um levantamento sobre as condições para o ensino de Análise Experimental do Comportamento na graduação em Psicologia de Luiz Alexandre B. de Freitas, Natália de Mesquita Matheus e Ana Cláudia Shiga, no Dossiê Análise do Comportamento, Educação e Contemporaneidade da Revista Educere et Educare. O trabalho teve apoio da Comissão Interinstitucional ABPMCACBR para a Avaliação do Ensino de Análise do Comportamento que foi criada no início de 2015 e esteve ativa até o final de 2016 e teve membros das duas associações.

A pesquisa foi um levantamento das “características do ensino de Psicologia Experimental [PE] e Análise Experimental do Comportamento [AEC] em cursos de Graduação em Psicologia de instituições de ensino superior públicas e privadas do Brasil”.

Os autores coletaram os dados por meio de um questionário online que foi respondido por coordenadores de curso, professores e estudantes de diversas instituições do país. Foram considerados para análise 160 formulários respondidos entre julho e novembro de 2014, sendo a maior parte deles preenchidos por professores de AEC ou discentes.

Entre os resultados encontrados, chama atenção o dado de que 20% das instituições não possui laboratório para as aulas de PE ou AEC, e 40,63% não possui laboratório real (com a utilização de sujeitos experimentais vivos).

Outros dois dados que merecem destaque se referem à quantidade e à formação dos professores que ministram aulas de PE e AEC. A maior parte das instituições (65,6%) possui um ou dois professores e 5% não têm professores aptos a ministrar essas disciplinas. Embora a maior parte dos professores tenham formação em Análise do Comportamento ou Psicologia Experimental, o percentual daqueles com formação em outras áreas e que ministram essas disciplinas ainda é alto, de 26,26%.

Os autores discutem algumas possibilidades para explicar o baixo números de professores aptos a lecionar disciplinas de AEC e PE em cada instituição, o percentual elevado daquelas que não possuem laboratórios e a existência de professores responsáveis por essas disciplinas, mas sem formação na área. São apontadas ainda limitações metodológicas e de generalização dos resultados.

Freitas, L. A. B., Matheus, N. M., & Shiga, A. C. Um levantamento sobre as condições para o ensino de análise experimental do comportamento na graduação em psicologia. Educere et Educare, 12(25).

[Artigo] Aproximações entre o feminismo e a Análise do Comportamento

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O feminismo é uma maneira de analisar as relações sociais pela ótica do gênero, sendo também relevante como um movimento que busca a transformação de tais relações, diminuindo a desigualdade entre homens e mulheres. Embora seja pesquisado em diferentes disciplinas, ainda são poucas as produções que relacionam a filosofia do Behaviorismo Radical e as aplicações analítico-comportamentais com o feminismo. Tais produções são avaliadas no artigo de Couto e Dittrich (2017), denominado “Feminismo e Análise do Comportamento: Caminhos para o diálogo”. Os autores têm como objetivos revisar as produções já existentes sobre feminismo em periódicos de Análise do Comportamento e analisar possíveis aproximações teórico-práticas entre os dois campos do conhecimento.

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[Artigo] Punição e supressão em uma replicação de Skinner (1938) utilizando o Jato de Ar Quente

O livro “The Behavior of Organisms” de Skinner, publicado em 1938, é composto por inúmeros estudos realizados à época pelo referido autor e embasou, em seu primórdio, a construção dos conceitos utilizados até hoje na Análise do Comportamento. Em um desses experimentos (1938, p.154), Skinner ressaltou a supressão competitiva em um experimento que empregou a extinção após a punição. Os estudos posteriores que tentaram replicar o experimento de Skinner não obtiveram sucesso em obter os mesmos resultados ou ainda encontraram outros novos. Nesse sentido, o presente artigo aqui resumido teve por objetivo replicar sistematicamente o experimento de Skinner, utilizando como estímulo aversivo o Jato de Ar Quente (JAQ). Dessa forma, criando uma boa oportunidade para a contínua discussão sobre os temas pilares para a área.

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