[Artigo] A homossexualidade nas produções Analítico-Comportamentais


0f4f64b7-39d4-4c79-becb-e65a583ff621A homossexualidade e as identidades não-heterossexuais têm sido temas bastante investigados nas produções acadêmicas em ciências humanas, sociais e biológicas. O crescimento do tema está relacionado ao avanço das lutas e dos direitos das pessoas LGBT no mundo ocidental contemporâneo. Como a Análise do Comportamento, sendo uma ciência do comportamento humano, tem contribuído para compreensão acerca das questões relacionadas às vivências homoafetivas? O que tem os analistas do comportamento a dizer sobre o tema? Mizael (2018) realizou um levantamento importante nas principais revistas científicas da área de Análise do Comportamento em busca de produções acerca da homossexualidade e das identidades não-heterossexuais. A pesquisadora encontrou poucas referências e, a partir delas, se propôs a apresentar como a AC tem abordado a questão da homossexualidade em suas pesquisas. Continuar lendo [Artigo] A homossexualidade nas produções Analítico-Comportamentais

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[Artigo] Invalidação e validação interferem no desempenho do atleta?

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Em tempos de grande competição esportiva, fica a pergunta de como seria possível melhorar o desempenho do atleta. Como aprimorar seu desempenho, como incentivá-lo, estimulá-lo? A esses e outros questionamento, Barban e Leonardi (2018) se direcionam no artigo “Efeitos da validação e invalidação no desempenho em corrida de atletas”.

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[Artigo] O papel da supervisão clínica na formação de terapeutas comportamentais

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O processo de supervisão clínica é essencial para o desenvolvimento de repertórios profissionais que são necessários para a realização de um bom trabalho terapêutico. A importância desse processo é ainda mais explícita durante a graduação, quando os alunos de Psicologia têm o primeiro contato com a clínica e com as demandas provenientes de um público externo. Considerando o papel da supervisão na formação de novos psicólogos clínicos e, em especial, de novos terapeutas comportamentais, Tozze e Bolsoni-Silva (2018) realizaram uma pesquisa com o objetivo de identificar e descrever as categorias comportamentais de uma supervisora de estágio em clínica e de duas de suas estagiárias, assim como verificar de que maneira ocorria a aplicação das orientações durante os atendimentos com um grupo de pais, realizados pelas estagiárias.

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[Artigo] Punir ou não punir, eis o dogma!

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Recentemente, Critchfield (2014) apresentou um artigo no qual discutia o uso de práticas científicas e sua discrepância com relação aos discursos apresentados sobre os assuntos estudados. Uma dessas práticas, de acordo com Hunziker (2017), é a utilização de discursos dogmáticos em relação a um determinado assunto ou prática científica. Esse discurso, por sua vez, é geralmente apresentado na forma de “autoridade” em detrimento de uma apresentação baseada em evidências objetivas e empíricas. E a Análise do Comportamento não está livre desse problema. Continuar lendo [Artigo] Punir ou não punir, eis o dogma!

[Artigo] Complexidade em lugar da privacidade: uma alternativa para os fenômenos subjetivos

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No artigo intitulado “Além da privacidade”, Pompermaier e Lopes (2018) revisam de forma crítica a proposta skinneriana de eventos privados para tratar dos fenômenos subjetivos. Os autores revisitam outras propostas de refinamento e reformulações deste conceito e, ao final, argumentam por seu abandono e pela superação da noção de privacidade adotada no Behaviorismo Radical. Continuar lendo [Artigo] Complexidade em lugar da privacidade: uma alternativa para os fenômenos subjetivos

[Artigo] Falar consigo mesmo e a perspectiva teleológica

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Falar consigo mesmo é pensar? Ainda, pode ser considerado um comportamento? É a partir desses questionamentos que Howard Rachlin (2018) nos leva ao longo do seu artigo, no qual contrapõe o behaviorismo radical e o teológico, em uma jornada que busca, de acordo com suas próprias palavras, convencer o leitor que “falar consigo mesmo” não é pensar e muito menos um comportamento.

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[Interview] William Baum talks about his late works in cultural evolution and contributions for the field of behavior analysis

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Dr. William M. Baum needs no introduction. After all, he is the author of a book widely adopted in Behavior Analysis classes in undergraduate Psychology courses in Brazil. Baum will soon be in Brazil for the V Congress of Psychology and Analysis of Behavior and the VI Conference of Behavior Analysis, in Londrina – PR, which will take place from June 7 to 9. In this interview he talks about how he became an behavior analyst (even before that term exists) and his most recent interdisciplinary works on cultural evolution.

To do this interview we invited Dr. André Saconatto. André has a master degree and a Ph.D. in Experimental Psychology: Behavior Analysis by PUC-SP and had a scholar visiting period at the University of California, Davis, the same institution where Prof. Baum works.

A entrevista pode ser lida em português aqui.

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[Entrevista] William Baum fala sobre seus trabalhos recentes em evolução cultural e suas contribuições para a Análise do Comportamento

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O professor Dr. William M. Baum dispensa apresentações, afinal, é autor de um livro amplamente adotado em disciplinas de Análise do Comportamento nos cursos de graduação em Psicologia do Brasil. Baum estará em breve no Brasil para o V Congresso de Psicologia e Análise do Comportamento e a VI Jornada de Análise do Comportamento, em Londrina – PR, que ocorrerá de 07 a 09 de Junho. Nesta entrevista ele fala sobre como se tornou um analista do comportamento (antes mesmo de esse termo existir) e seus trabalhos interdisciplinares mais recentes sobre evolução cultural.

Para realizar esta entrevista convidamos o Dr. André Saconatto. André é mestre e doutor em Psicologia Experimental: Análise do Comportamento pela PUC-SP e fez um período sanduíche na University of California, Davis, mesma instituição onde o Prof. Baum trabalha.

A version in english can be found here.

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[Artigo] A importância do Coping e das habilidades sociais para pacientes renais e hepáticos crônicos

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A descoberta de uma doença crônica causa, em geral, alterações na vida do indivíduo que podem ser consideradas como estressoras. A situação se agrava nos casos de doenças crônicas onde o único recurso terapêutico mais eficaz é o transplante de órgãos, como é o caso de doenças renais e hepáticas crônicas. Considerando as grandes mudanças na vida desses pacientes e de sua família, e em como o repertório do próprio paciente pode auxiliar ou dificultar o enfrentamento da doença, Cossalter, Angotti & Cippola (2017) investigaram os repertórios de Coping e habilidades sociais em pacientes à espera de transplante de rim e fígado.

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[Artigo] Aquilo que você fala em um feedback ajuda o outro?

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Em ambientes organizacionais (como lojas, empresas e hospitais), os principais responsáveis pela entrega de produtos ou serviços são as pessoas que trabalham nesses lugares. Para a Análise do Comportamento, quando falamos de pessoas inseridas em um ambiente específico, falamos de organismos que se comportam sob controle de um conjunto de objetivos específicos. Assim, para que essas pessoas continuem executando suas funções profissionais “da melhor maneira”, o feedback é um dos instrumentos mais utilizados. Apesar da sua utilização, porém, poucos são os estudos que apontam quais  são as variáveis presentes nesse processo que afetam os comportamentos dos envolvidos (Alvero et al., 2001). Mediante isso, no trabalho intitulado “Efeito de três tipos de conteúdos de feedback no desempenho em tarefa”, Torres e Gusso (2018) propuseram uma pesquisa experimental em que avaliaram os efeitos da apresentação de diferentes tipos de conteúdos no feedback sobre o comportamento de “identificação de emoções em expressões faciais”.

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[Artigo] A Reeducação e a reinserção social propostas pelo ECA e pelo Código Penal brasileiro.

fcaad8b6-ad6b-4bcc-a2c3-c0e6a6ad1a66.jpgVaccari, Gonçalves e Dittrich (2018) analisaram as legislações brasileiras que dispõem sobre a prática de crimes e compararam as medidas de reeducação e de reinserção social prescritas aos sujeitos adultos contidas no Código Penal com as do Estatuto da Criança e do Adolescente, direcionadas aos adolescentes em conflito com a lei. Os autores realizaram uma pesquisa documental sobre tais leis relativas à penalização de adultos e adolescentes e avaliaram-nas conceitualmente, fundamentados por trabalhos da área de Análise do Comportamento. Continuar lendo [Artigo] A Reeducação e a reinserção social propostas pelo ECA e pelo Código Penal brasileiro.

[Entrevista] Profª Marilia Pinheiro de Carvalho fala sobre seu percurso acadêmico, timing e prêmio internacional do SEAB

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O Boletim Contexto teve o prazer de convidar a Profª Marilia Pinheiro de Carvalho para falar sobre o seu percurso acadêmico, desafios da profissão e do fazer científico, assim como do seu prêmio internacional a receber, o SEAB Basic Behavior Analysis Dissertation da divisão 25 da Associação Americana de Psicologia (APA). Marilia é graduada em Psicologia pela Universidade Federal de São Carlos (2007), Mestre em Psicologia pela mesma instituição e Doutora em Psicologia Básica pela Universidade do Minho (2016). Atualmente, Professora Adjunta no Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento na Universidade Federal do Pará e professora Colaboradora no Programa de Pós-Graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento na mesma universidade.

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[Artigo] Injeção de Histamina: punidor e potencial reforçador negativo

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O estudo que vamos resumir hoje foi realizado por Mayer, Carvalho Neto e Katz (2018). Esta é uma pesquisa básica que objetivou examinar a punição do responder com injeção de histamina e o potencial da droga em gerar esquiva de punição.

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[Artigo] Grau de liberdade, grau de coerção e escolhas genuínas: As contribuições de Israel Goldiamond sobre o conceito de liberdade

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O conceito analítico-comportamental de “liberdade” se difere das concepções tradicionais, que o associam à noção de livre-arbítrio ou de total responsabilização do indivíduo pelas suas próprias ações. Visto que o determinismo é um dos pressupostos filosóficos do Behaviorismo Radical, a discussão do conceito de liberdade, na Análise do Comportamento, ocorre de maneira a não negligenciar a existência do controle, que é entendido como parte essencial das relações comportamentais. Embora a discussão sobre o conceito seja frequente desde Skinner (1971), diferentes pesquisadores trouxeram análises distintas sobre o que significa “liberdade”. Fernandes e Dittrich (2018), em seu artigo denominado “Expanding the behavior-analytic meanings of ‘freedom’: The contributions of Israel Goldiamond”, apresentam a explicação elaborada por Israel Goldiamond, analista do comportamento norte-americano, que desenvolveu os conceitos de “grau de liberdade”, “grau de coerção” e “escolha genuína” como aspectos essenciais do que se entende por liberdade.

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[Entrevista] Táhcita Mizael fala sobre preconceito racial e gênero

Táhcita Medrado Mizael é mestre e doutoranda em Psicologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), especialista em Gênero e Sexualidade pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), faz parte do CLiCS – Grupo de Pesquisa em Cultura, Linguagem e Comportamento Simbólico e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Comportamento, Cognição e Ensino (INCT-ECCE) e escreve para os blogs Boletim Behaviorista e Cientistas Feministas.

A entrevista foi realizada pelos estudantes de Psicologia da Universidade Federal de Mato Grosso, monitores de Análise Experimental do Comportamento, Aline Batista Sousa, Larissa Rodrigues de Campos Oliveira, Monica Maria Silva e Santos e Peter Teylon Rodrigues de Souza, sob orientação da professora e colaboradora eventual do Boletim Contexto Virgínia Cordeiro Amorim. A arte é da nossa colaboradora fixa Cindy Vaccari.

A proposta dessa entrevista surgiu após os monitores estudarem a dissertação da Táhcita e considerarem que ela poderia responder às muitas perguntas que eles gostariam de fazer a uma analista do comportamento negra e pesquisadora de questões raciais. As perguntas partiram do princípio de que, assim como na UFMT/Cuiabá, muitos cursos de Psicologia pelo Brasil possuem pouquíssimas disciplinas de Análise do Comportamento e não há carga horária curricular que permita acesso e discussões das contribuições da área para as questões sociais. Continuar lendo [Entrevista] Táhcita Mizael fala sobre preconceito racial e gênero