Lançamento do Volume 6 da Comportamento em Foco sobre Processos Clínicos e Saúde

 

 

cpto_em_foco_vol6

Caros membros da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental,

Comunicamos o lançamento do Volume 6 da coleção Comportamento em Foco. Esse volume é composto por 11 capítulos relacionados a Processos Clínicos e de Saúde, decorrentes de trabalhos apresentados nos encontros da ABPMC entre 2014 e 2015. Entre os temas examinados estão: comportamento impulsivo, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno esquizotípico, habilidades terapêuticas, tomada de perspectiva, resistência do cliente, análise comportamental de filme, terapia de aceitação e compromisso (ACT), teoria das molduras relacionais (RFT) e análise comportamental aplicada à saúde.

O Volume 7 sobre Ensino, Comportamento Verbal e Análise Conceitual encontra-se em fase final de diagramação e será lançado nos próximos dias, concluindo as publicações referentes aos Encontros Brasileiros de Psicologia e Medicina Comportamental de 2014 e 2015. Agradecemos novamente os esforços de todos os envolvidos neste projeto.

Os volumes derivados do encontro de 2016 estão em fase de revisão e os pareceres já estão sendo enviados aos autores com as solicitações de modificação. Comunicamos também que, em breve, será aberto o edital para chamada de trabalhos referente às apresentações no encontro de 2017, preparem-se!

O Volume 6 da coleção Comportamento em Foco, assim como os demais já publicados, está disponível gratuitamente no formado de e-book (pdf) e pode ser acessado no seguinte link: http://abpmc.org.br/publicacoes.php?inf=3

Boa leitura!

Anúncios

[Artigo] Desenvolvendo autocontrole em diferentes culturas: O que nos mostra o Teste do Marshmallow?

 

marshmallow

A habilidade de autocontrole tem sido verificada em pré-escolares através do famoso Teste do Marshmallow, no qual uma criança, geralmente de 4 a 6 anos, é instruída a fazer uma escolha entre comer imediatamente um marshmallow que lhe é entregue ou aguardar alguns minutos, sozinha numa sala, para ter acesso a dois deles. O teste ganhou visibilidade e foi bastante divulgado na internet pelas redes sociais e alguns vídeos de experimentos semelhantes no youtube foram assistidos por mais de cinco milhões de pessoas, fosse pelo interesse no tema, fosse para ver as crianças se comportando de forma carismática e divertida ao tentar evitar comer o doce. A demonstração de autocontrole, expressa na habilidade postergar prazeres imediatos tendo em vista o alcance de objetivos futuros, exigida neste experimento parece simples, mas pesquisas têm mostrado que esta conquista, a de esperar pelo segundo prêmio, está relacionada a um melhor desempenho acadêmico e social futuro, habilidade para lidar com frustração e estresse de forma madura durante a adolescência, além de ser capaz de indicar, na vida adulta, melhores conquistas educacionais, autoestima e menor probabilidade de consumo abusivo de drogas (Mischel, Shoda, & Peake, 1988; Shoda, Mischel, & Peake, 1990; Ayuduk et al., 2000).

O artigo de que trata este resumo é composto por dois estudos que investigaram o desenvolvimento do autocontrole em pré-escolares pertencentes a grupos culturais bastante distintos através do teste do Marshmallow. O primeiro comparou os resultados dos grupos quanto ao tempo de espera nos testes e às estratégias utilizadas pelas crianças para alcançar o sucesso. O segundo averiguou como a socialização específica de cada cultura influencia no desenvolvimento do autocontrole.

As pesquisas também têm buscado compreender fatores específicos que auxiliam no desenvolvimento do autocontrole em pré-escolares investigando características pessoais e situacionais (Mischel, Shoda, & Rodriguez, 1989; Kidd, Palmeri, & Aslin, 2013). A influência cultural é conhecida há anos como fator que interfere no desenvolvimento do autocontrole (Kopp, 1982), mas tem sido negligenciada. Buscando suprir essa falta, este estudo comparou os resultados alcançados no teste do marshmallow entre crianças de dois grupos culturais bastante distintos: as alemãs da classe média que vivem na zona urbana e as camaronesas da zona rural, pertencentes à etnia Nso. Estes grupos foram selecionados por adotarem modelos culturais e posturas diferentes no que se refere ao controle de seus membros para desenvolvimento da autonomia e das relações sociais (Keller & Kartner, 2013). As divergências culturais têm origem em suas condições de subsistência. Os Nso vivem em grandes famílias de até três ou mais gerações (média de 6,08 pessoas por casa) e muitas crianças (média de 2,84 filhos por casal) e possuem, no geral, escolarização primária, além de uma estrutura social bastante hierárquica definida por idade, gênero e status (Goheen, 1996; Keller, 2007; Yovsi, 2003). Já as famílias alemãs da classe média vivem em áreas metropolitanas altamente industrializadas e possuem nível de escolarização elevado. Grupos familiares são compostos por um ou dois pais que possuem em média 1,1 filhos. Este contexto está relacionado a modelos culturais que buscam a autonomia do indivíduo em desenvolvimento.

As divergências entre os dois grupos culturais se expressam também nas formas de socialização e nos valores adotados. Enquanto as famílias alemãs buscam promover desenvolvimento de seus membros enfatizando um “eu” independente, único e capaz de influenciar os demais e seu ambiente, expressar emoções e preferências pessoais, os Nso, através de uma educação que evidencia maior controle parental, buscam consolidar valores como interdependência, respeito à tradição, capacidade de se ajustar às exigências do meio, obediência e cumprimento das obrigações. Estudos anteriores (Sabbagh, Carlson, Moses, & Lee, 2006; Oh e Lewis, 2008; Chasiotis, Kiessling, Hofer, & Campos, 2006), têm mostrado que crianças socializadas em grupos culturais que valorizam interdependência, como no caso dos Nso, têm alcançado melhores resultados no teste de autocontrole que crianças socializadas em grupos que valorizam independência do “eu”.  Para compreender melhor os fatores que levam ao desenvolvimento do autocontrole foram realizados dois estudos. O primeiro buscou comparar os resultados dos grupos de crianças de diferentes culturas quanto ao tempo de espera nos testes e às estratégias utilizadas pelas crianças para alcançar o sucesso. O segundo averiguou como a socialização específica de cada cultura influencia no desenvolvimento do autocontrole.

No primeiro estudo participaram 76 pré-escolares camaroneses e 125 alemães, totalizando 201 crianças de ambos os sexos e com a média de idade de 4,42. Durante o experimento as crianças eram levadas a uma sala por um assistente com quem ela já havia se familiarizado e era instruída para ficar sozinha por um tempo após o assistente oferecer-lhe a proposta do experimento, comer o marshmallow imediatamente ou aguardar alguns minutos para receber o segundo. Durante todo o percurso e, principalmente, do tempo de espera, as crianças eram filmadas para que as estratégias de autocontrole adotadas por elas pudessem ser analisadas posteriormente. Em alguns casos foram utilizados pirulitos ou barras de chocolate de acordo com a preferência do participante e no caso das crianças Nso utilizou-se um doce chamado puff-puff, popular entre elas.

Como resultado, observou-se que as crianças camaronesas alcançaram uma média de tempo de espera superior à das alemãs (7,73 minutos e 4,56 minutos, respectivamente) e que das 34 crianças que comeram o doce imediatamente, apenas quatro eram Nso. As estratégias de autocontrole adotadas pelas crianças também diferiram significativamente nos dois grupos. As crianças alemãs engajaram-se por mais tempo nas tentativas de distração como cantar, falar sozinha e virar-se de costas para o doce, além de terem demonstrado emoções negativas com mais frequência durante o teste. Em ambos os grupos, crianças que não esperaram durante os 10 minutos do experimento se comportaram mais em relação ao doce, cheirando, tocando ou olhando para ele.  

O estudo concluiu que, conforme esperado, as crianças camaronesas se saíram melhor na demonstração de autocontrole proposta. A maior parte delas foi capaz de esperar durante todo o tempo até o retorno do pesquisador. Esses pré-escolares também se engajaram menos em distrações e demonstraram menos emoções negativas e sinais de frustração que seus colegas alemães. Aparentemente as Nso foram mais eficazes em lidar com/minimizar suas emoções negativas. A situação de escolha proposta pelo experimento demonstrou ser significativa para todas as crianças, ou seja, todas expressaram, de início, estar igualmente empolgadas com o prêmio. Sendo assim, pode-se supor que as crianças camaronesas foram mais bem-sucedidas na tarefa de esperar, demonstrando melhor habilidade de autocontrole e controle das emoções.

A partir disso levanta-se a discussão sobre o modo de socialização dos Nso ser eficiente no que tange ao desenvolvimento do controle das emoções, já que desde muito cedo as crianças são socializadas em grupos que mantêm relações fortemente hierarquizadas as quais vão exigir que as crianças aprendam a controlar a si mesmas e suas emoções negativas para compartilhar da estrutura interdependente do grupo. Em outra direção segue a socialização das crianças da classe média alemã. O modelo adotado nesta, o da autonomia individual, busca o “eu” independente, que expressa suas emoções e preferências na busca por uma individualidade e pelo ajuste do ambiente externo a suas necessidades e interesses pessoais.

O segundo estudo parte da suposição de que esses modelos de socialização vigentes em cada cultura influenciam fortemente o desenvolvimento do autocontrole em pré-escolares e para isso aprofunda no sentido de conhecê-los e explicitá-los.

Muitos pesquisadores investigam práticas parentais que podem facilitar o desenvolvimento de autocontrole dos filhos. (Houck & Lecuyer-Maus, 2004; Mauro & Harris, 2000; Rodriguez, Ayduk, Aber, & Mischel, 2005; Sethi, Mischel, Aber, Shoda, & Rodriguez, 2000). Em síntese, eles revelaram que estilos parentais caracterizados por segurança no direcionamento, amparo sensível, boas justificativas para proibições, conhecido como autoritativo, são mais eficazes (Baumrind, 1971). Estilos parentais autoritários ou muito permissivos são recorrentemente associados a pré-escolares que demonstram pouca eficiência nos testes de autocontrole. Seja por excesso ou falta de controle externo, esses estilos parecem ser pouco eficazes para ensinar as crianças a controlar a si mesmas e suas emoções.

Boa parte desses estudos tem deixado de lado a origem cultural das práticas de cuidado parental desconsiderando que a relação entre o estilo parental e o desenvolvimento do autocontrole varia de acordo com a cultura. O estilo parental dos Nso tem sido descrito como controle responsivo e caracterizado pela proximidade corporal, pelo direcionamento e pelo treino (Yovsi, Kartner, Keller, & Lohaus, 2009). De acordo com a tradição deste grupo, este estilo de cuidado é ideal para oferecer às crianças, pois objetiva o desenvolvimento de um “eu” inter-relacionado com a estrutura hierárquica vigente. Por outro lado, o estilo parental predominante na cultura alemã urbana da classe média é centrado na criança e oferece ao infante mais oportunidades para exercer sua influência sobre o meio e sobre as pessoas, os pais costumam reagir mais às emoções expressas por ela. O conjunto de valores sustentados nessa cultura busca enfatizar o sujeito independente, capaz de controlar seu ambiente de acordo com suas necessidades pessoais em vez de suas emoções.

Para verificar de perto como se dá a socialização e o cuidado materno nessas duas culturas, foram levantados e comparados neste segundo estudo os objetivos declarados pelas mães (57 camaronesas e 63 alemãs) na socialização de suas crianças bem como a interação entre elas e seus bebês ainda aos nove meses. Essas mesmas crianças foram conduzidas ao teste do marshmallow posteriormente, aos 4 anos.

A coleta de dados se deu em dois momentos. Num primeiro momento, quando os bebês tinham nove meses de idade foram filmados e analisados os episódios de interação mãe-bebê e as mães foram solicitadas a responder um questionário do tipo Likert avaliando metas para socialização de seus filhos. Posteriormente, quando as crianças atingiram 4 anos, foram submetidas ao teste do marshmallow e os resultados são aqueles descritos no estudo 1 do mesmo artigo.

As mães foram solicitadas a brincar com seus bebês da forma como estavam acostumadas e estavam livres para aproveitar o espaço da sala, bem como os brinquedos e demais acessórios presentes como preferissem. As brincadeiras foram filmadas por 10 minutos e analisadas posteriormente quanto a duas questões principais (a) quem estava no comando das interações? (b) quão diretivas foram as iniciativas das mães na condução da interação?

Como resultado, percebeu-se que as mães camaronesas eram mais diretivas durante as sessões de brincadeiras. Elas escolhiam com mais frequência a atividade na qual a dupla se engajaria, conduziam mais firmemente a brincadeira e mantinham uma proximidade e controle corporal maior com seus filhos se comparadas às mães alemãs. Estas, por sua vez, deixavam seus filhos escolherem as brincadeiras e participavam com eles auxiliando-os com atividades que eles iniciavam. As iniciativas das mães camaronesas foram frequentemente avaliadas como fortemente diretivas enquanto observou-se longos intervalos entre iniciativas tomadas pelas mães alemãs.

O questionário respondido pelas mães possuía oito sentenças descrevendo metas para socialização de seus filhos. Quatro delas representavam metas voltadas à socialização para relações de hierarquia e interdependência (aprender a respeitar os mais velhos, a compartilhar com os outros, a fazer o que os pais mandam, e a manter harmonia social), e outras quatro para o desenvolvimento da autonomia individual (aprender a expressar ideias e preferências, desenvolver talentos e interesses pessoais, aprender que todos somos diferentes, e a ser assertivo). As mães deveriam marcar o quão importante era cada uma delas.

A diferença entre os resultados dos dois grupos foi novamente significativa. As mães camaronesas avaliaram como muito mais importante as metas de socialização voltadas a relações hierárquicas, especialmente obediência e respeito aos mais velhos, enquanto as alemãs avaliaram como mais importante as metas para desenvolvimento da autonomia individual, destacando-se o desenvolvimento de interesses pessoais e a expressão de preferências.

Integrando os resultados dos dois estudos, observou-se que as crianças alemãs, cujas mães adotaram um estilo parental considerado mais próximo do autoritativo, demonstraram menor habilidade para autocontrole em relação às crianças camaronesas cujo estilo parental adotado pelas mães era mais próximo do estilo autoritário. Tais resultados contradizem os estudos anteriores que associavam o estilo autoritativo a um melhor desenvolvimento de autocontrole nos filhos se comparado ao estilo mais autoritário.

Esses achados indicam que o desenvolvimento do autocontrole é influenciado pelas estratégias de socialização e pelos modelos culturais, ao contrário do que supõe o modelo cultural da autonomia do indivíduo, a saber, que autocontrole é uma conquista voluntária que responde aos interesses pessoais da própria criança. É possível que existam relações específicas em cada cultura entre estilo parental e o desenvolvimento de autocontrole, o que sugere que a eficiência de um estilo parental está relacionada ao modelo cultural na qual a interação acontece e não a um potencial natural ou intrínseco. Os achados também ampliam a noção da importância das pesquisas interculturais para compreensão do processo de desenvolvimento em uma perspectiva global.

Por fim, os resultados sugerem que, para o desenvolvimento de autocontrole nos filhos, não há um estilo parental que seja melhor do que outro, mas possivelmente cada um deles está mais adaptado, cumpre melhor esta tarefa, dentro da cultura na qual é praticado.

Um resumo de: Lamm, B., Keller, H., Teiser, J., Gudi, H., Yovsi, R. D., Freitag, C., … & Vöhringer, I. (2017). Waiting for the Second Treat: Developing Culture‐Specific Modes of Self‐Regulation. Child Development.

Referências aqui presentes também encontradas no artigo:

Ayduk, O., Mendoza-Denton, R., Mischel, W., Downey, G., Peake, P. K., & Rodriguez, M. (2000). Regulating the interpersonal self: Strategic self-regulation for coping with rejection sensitivity. Journal of Personality and Social Psychology, 79, 776–792. https://doi.org/10.1037/ 0022-3514.79.5.77

Baumrind, D. (1971). Current patterns of parental authority. Developmental Psychology Monographs, 4(1, Pt. 2), 1– 103. https://doi.org/10.1037/h0030372

Chasiotis, A., Kiessling, F., Hofer, J., & Campos, D. (2006). Theory of mind and inhibitory control in three cultures: Conflict inhibition predicts false belief understanding in Germany, Costa Rica, and Cameroon. International Journal of Behavioral Development, 30, 249–260. https://doi.org/10.1177/0165025406066759

Goheen, M. (1996). Men own the fields, women own the crops: Gender and power in the Cameroon grassfields. London, UK: The University of Wisconsin Press.

Houck, G. M., & Lecuyer-Maus, E. A. (2004). Maternal limit setting during toddlerhood, delay of gratification, and behavior problems at age five. Infant Mental Health Journal, 25, 28–46. https://doi.org/10.1002/imhj.10083

Keller, H. (2007). Cultures of infancy. Mahwah, NJ: Erlbaum.

Keller, H., & Kartner, J. (2013). Development—The culture-specific solution of universal developmental tasks. In M. L. Gelfand, C.-Y. Chiu, & Y. Y. Hong (Eds.), Advances in culture and psychology (Vol. 3, pp. 63–116). Oxford, NY: Oxford University Press. https://doi.org/ 10.1093/acprof:oso/9780199930449.003.0002

Kidd, C., Palmeri, H., & Aslin, R. N. (2013). Rational snacking: Young children’s decision-making on the marshmallow task is moderated by beliefs about environmental reliability. Cognition, 126, 109–114. https://d oi.org/10.1016/j.cognition.2012.08.004

Kopp, C. B. (1982). Antecedents of self-regulation: A developmental perspective. Developmental Psychology, 18, 199– 214. https://doi.org/10.1037/0012-1649.18.2.199

Mauro, C. F., & Harris, Y. R. (2000). The influence of maternal child-rearing attitudes and teaching behaviors on preschoolers’ delay of gratification. Journal of Genetic Psychology, 16, 292–306. https://doi.org/10.1080/ 00221320009596712

Mischel, W., Shoda, Y., & Rodriguez, M. L. (1989). Delay of gratification in children. Science, 244, 933–937. https://doi.org/10.1126/science.2658056

Mischel, W., Shoda, Y., & Peake, P. K. (1988). The nature of adolescent competencies predicted by preschool delay of gratification. Journal of Personality and Social Psychology, 54, 687–696. https://doi.org/10.1037/0022- 3514.54.4.687  

Oh, S., & Lewis, C. (2008). Korean preschoolers’ advanced inhibitory control and its relation to other executive skills and mental state understanding. Child Development, 79, 80–99. https://doi.org/10.1111/j.1467-8624. 2007.01112.x

Rodriguez, M. L., Ayduk, O., Aber, J. L., & Mischel, W. (2005). A contextual approach to the development of self-regulatory competencies: The role of maternal unresponsivity and toddlers’ negative affect in stressful situations. Social Development, 14, 136–157. https://doi.org/ 10.1111/j.1467-9507.2005.00294.x

Sabbagh, M. A., Carlson, S. M., Moses, L. J., & Lee, K. (2006). The development of executive functioning and theory of mind: A comparison of Chinese and U.S. Psychological Science, 17, 74–81. https://doi.org/10.1111/j. 1467-9280.2005.01667.x

Sethi, A., Mischel, W., Aber, J. L., Shoda, Y., & Rodriguez, M. L. (2000). The role of strategic attention deployment in development of self-regulation: Predicting preschoolers’ delay of gratification from mother-toddler interactions. Developmental Psychology, 36, 767–777. https://doi.org/10.1037/0012-1649.36.6. 767

Shoda, Y., Mischel, W., & Peake, P. K. (1990). Predicting adolescent cognitive and self-regulatory competencies from preschool delay of gratification: Identifying diagnostic conditions. Developmental Psychology, 26, 978–986. https://doi.org/10.1037/0012-1649.26.6.978

Yovsi, R. D. (2003). An investigation of breastfeeding and mother–infant interactions in the face of cultural taboos and belief systems. The case of Nso and Fulani mothers and their infants of 3–5 months of age in Mbvem, sub-division of the north-west province of Cameroon. Munster, Germany: Lit.

Yovsi, R. D., Kartner, J., Keller, H., & Lohaus, A. (2009). Maternal interactional quality in two cultural environments: German middle class and Cameroonian rural mothers. Journal of Cross-Cultural Psychology, 40, 701– 707. https://doi.org/10.1177/0022022109335065

MOÇÃO DE REPÚDIO À DECISÃO PROFERIDA PELO JUIZ WALDEMAR CLÁUDIO DE CARVALHO, REFERENTE À INTERPRETAÇÃO DA RESOLUÇÃO 001/1999

A pedido da ABPMC, o psicólogo e ex presidente da associação, Denis Zamignani, elaborou esta moção de repúdio, que publicamos em nome da comunidade brasileira de analistas do comportamento.

Continuar lendo MOÇÃO DE REPÚDIO À DECISÃO PROFERIDA PELO JUIZ WALDEMAR CLÁUDIO DE CARVALHO, REFERENTE À INTERPRETAÇÃO DA RESOLUÇÃO 001/1999

[Livro] Lançamento na ABPMC2017! Uma resenha de Behaviorismos: Reflexões Históricas e Conceituais – Vol 2

Diálogos em Análise do Comportamento

Esta resenha foi escrita por Roberta Kovac. Roberta, além de coordenadora da Editora Paradigma – que editorou a obra, é Psicóloga pela PUC-SP, Mestre em Psicologia Experimental: Análise do Comportamento pela PUC-SP e atualmente é doutoranda no Departamento de Psicologia Clínica da USP.

Boa leitura!

Continuar lendo [Livro] Lançamento na ABPMC2017! Uma resenha de Behaviorismos: Reflexões Históricas e Conceituais – Vol 2

ABPMC lança Comportamento em Foco – Volume 5

cptofoco_vol5

Caros membros da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental,

É com imensa satisfação que comunicamos o lançamento de mais um volume da coleção Comportamento em Foco, o primeiro no modelo de agrupamento temático. O Volume 5 é composto de seis capítulos sobre a Análise do Comportamento na Organização abordando o conceito de OBM (Organizational Behavior Management) em seus conceitos, princípios, sua história, exemplos de aplicação no agronegócio e em estratégias publicitárias, além de discutir aspectos críticos da atuação do analista do comportamento.

Continuar lendo ABPMC lança Comportamento em Foco – Volume 5

[Debate] Acreditação/Certificação para Analistas do Comportamento. Porquê? Qual? Como?

Hoje, 09 de setembro de 2017, na programação do XXVI Encontro da ABPMC está ocorrendo o Simpósio de Formação e Certificação do Analista do Comportamento no Brasil. Considerando que este é um tema fundamental e atual para a nossa comunidade,  o Boletim Contexto buscou trazer esta discussão àqueles que não estão presentes no evento através deste post. Pedimos a algumas pessoas para responder três perguntas relativas ao tema: convidamos a Comissão de Acreditação (2013-2017), são eles Deisy das Graças de Souza; Denise de Lima O. Vilas Boas; Hélio José Guilhardi; João Ilo C. Barbosa; Olga Mitsue Kubo; Patrícia Piazzon Queiroz; Roberto Alves Banaco; Sílvio Paulo Botomé; Vera Regina L. Otero; também foi convidada Andresa de Souza (analista do comportamento certificada pelo Behavior Analist Certification Board – BACB); e, para enriquecer a discussão, convidamos Oliver Zancul Prado (analista do comportamento que tem participado há vários anos nas discussões sobre a formação em Psicologia e Análise do Comportamento). Para representar usuários de serviços de analistas do comportamento foram enviados convites a duas associações de pais e familiares de crianças com autismo, mas infelizmente não obtivemos resposta.

Continuar lendo [Debate] Acreditação/Certificação para Analistas do Comportamento. Porquê? Qual? Como?

[Livro] Lançamento na ABPMC 2017! Resenha de Diálogos em Análise do Comportamento

 

Esta resenha foi escrita pelo Professor Luiz Alexandre B. de Freitas. Luiz é graduado em Psicologia pela Universidade Federal de São João del Rei, fez Mestrado em Análise do Comportamento na Universidade Estadual de Londrina, é doutorando em Teoria e pesquisa do Comportamento pela Universidade Federal do Pará e professor na Universidade Federal de Mato Grosso – Campus Cuiabá. Ele é membro da Comissão de Publicações e Editorial da ABPMC (Gestão 2017-2018) e seus temas de interesse de pesquisa são Análise Aplicada do Comportamento no Transtorno do Espectro Autista e processos básicos do comportamento relacionados ao condicionamento clássico.

Boa leitura!

Continuar lendo [Livro] Lançamento na ABPMC 2017! Resenha de Diálogos em Análise do Comportamento

[Livro] Lançamento na ABPMC 2017! Resenha de Pesquisa Teórica em Psicologia: Aspectos Filosóficos e Metodológicos

Resultado de imagem para Pesquisa Teórica em Psicologia: Aspectos Filosóficos e Metodológicos

A resenha a seguir foi escrita pela Dra. Monalisa Leão a pedido do Boletim Contexto. Monalisa Leão é graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – CPAR, fez Mestrado em Análise do Comportamento e Especialização em História e Filosofia da Ciência pela Universidade Estadual de Londrina, e Doutorado em Teoria e pesquisa do Comportamento pela Universidade Federal do Pará, com período sanduíche na Universidade de Harvard e Fundação B. F. Skinner. Ela é Editora Associada do Boletim Operants da Fundação B. F. Skinner e dedica-se preferencialmente às questões conceituais do Behaviorismo Radical e às relações entre Análise do Comportamento e Biologia Evolutiva. Boa leitura!

Continuar lendo [Livro] Lançamento na ABPMC 2017! Resenha de Pesquisa Teórica em Psicologia: Aspectos Filosóficos e Metodológicos

[Artigo] Acompanhamento Terapêutico e Análise do Comportamento: Avanços e problemáticas nas definições deste fazer

pexels-photo-445628

Acompanhamento Terapêutico é um fazer realizado por psicólogos que costuma ser voltado ao tratamento de casos que demandem intervenções mais intensivas. O acompanhante terapêutico (AT) tem trabalhado com pessoas com transtornos psiquiátricos, dependência química, deficiência física, com dificuldades no processo de escolarização, entre outros. Diversos analistas do comportamento têm produzido sobre Acompanhamento Terapêutico e algumas definições são encontradas na literatura, mas não há uma definição operacional deste fazer. Beltramello e Kienen (2017) apresentam como a Análise do Comportamento, em especial a Programação de Ensino, pode contribuir para sistematizar e delimitar as classes de comportamento definidoras desse fazer. Continuar lendo [Artigo] Acompanhamento Terapêutico e Análise do Comportamento: Avanços e problemáticas nas definições deste fazer

Último prazo para submissão à Coleção Comportamento em Foco se aproxima

Caros sócios da ABPMC,

Está chegando o último prazo para submissão de trabalhos à Coleção Comportamento em Foco referente às apresentações realizadas no XXV Encontro da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (Setembro de 2016, Foz do Iguaçu). Você tem até 01 de Setembro de 2017 para enviar seu trabalho. Relembramos que estão convidados a submeter trabalhos os participantes que apresentaram atividades nos formatos de minicursos, simpósios, palestras, mesas redondas, sessões coordenadas e primeiros passos. Este prazo não será prorrogado novamente. Para mais informações acesso o link abaixo:

https://boletimcontexto.wordpress.com/2017/06/08/chamada-de-trabalhos-para-a-colecao-comportamento-em-foco-2/

Atenciosamente,

Comissão Editorial da Coleção Comportamento em Foco

Comissão de Publicação e Editorial da ABPMC

[Entrevista] Ghoeber Morales discute Psicoterapia e Coaching Psychology

foto-nova.jpg

O Boletim Contexto entrevistou o Psicoterapeuta e Coach Ghoeber Morales. Nessa entrevista Ghoeber conta um pouco de sua trajetória profissional (incluindo uma sólida formação em Análise do Comportamento), discute as diferenças entre a psicoterapia e o Coaching, analisa a grande disseminação do Coaching no Brasil e alerta para a necessidade de usarmos uma linguagem mais acessível quando nos comunicarmos com o público em geral.

Continuar lendo [Entrevista] Ghoeber Morales discute Psicoterapia e Coaching Psychology

[Artigo] A distinção entre comportamento eliciado e emitido ainda é necessária?

RATBOX

Em 2016, Michael Domjan publicou seu artigo “Elicited versus Emitted Behavior: Time to Abandon the Distinction”, no qual faz um apanhado histórico de livros e experimentos acerca dos condicionamentos clássico e operante, apontando a necessidade de revisarmos nossas definições com base nas evidências e análises encontradas nos últimos anos. Por meio de sua análise, vemos que as diferenças entre comportamentos emitidos e eliciados não são tão claras quanto se supunha antigamente, apesar de as concepções antigas ainda serem repetidas nos trabalhos atuais.

Continuar lendo [Artigo] A distinção entre comportamento eliciado e emitido ainda é necessária?

Prorrogação de Prazo para Submissão à Coleção Comportamento em Foco

Caros sócios da ABPMC,

Informamos que o prazo de submissão de trabalhos para o para a coleção Comportamento em Foco referente as apresentações realizadas no no XXV Encontro da A Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (Setembro de 2016, Foz do Iguaçu) foi prorrogado até o dia 01 de Setembro de 2017. Relembramos que estão convidados a submeter trabalhos os participantes que apresentaram, atividades nos formatos de minicursos, simpósios, palestras, mesas redondas, sessões coordenadas e primeiros passos. Para mais informações acesso o link abaixo:

https://boletimcontexto.wordpress.com/2017/06/08/chamada-de-trabalhos-para-a-colecao-comportamento-em-foco-2/

Atenciosamente,

Comissão Editorial da Coleção Comportamento em Foco

Comissão de Publicação e Editorial da ABPMC

[Entrevista] Bernard Guerin em “Uma Análise sobre Saúde Mental e Psicoterapia”

Bernard Guerin:  Entrevista para o Boletim Contexto (por Marcela Ortolan):

bg2O professor australiano Dr. Bernard Guerin concedeu a esta entrevista para o Boletim Contexto em que fala um pouco sobre a sua trajetória como pesquisador de comportamentos sociais, as suas relações com a análise do comportamento, o cenários da análise do comportamento na Austrália e na Nova Zelândia, pesquisa comunitária, saúde mental e psicoterapia. Suas reflexões e críticas sobre esses tópicos trazem questões importantes e também alguns pontos polêmicos, como o porquê de ele não realizar mais pesquisas socais em análise do comportamento apesar de utilizar seus princípios.

Read the original interview here.

Leia a entrevista completa a seguir. Continuar lendo [Entrevista] Bernard Guerin em “Uma Análise sobre Saúde Mental e Psicoterapia”

[Interview] About Bernard Guerin’s Academic Development, Rethinking ‘Mental Health’, Psychotherapy, and the Future of Psychology

About Bernard Guerin’s Academic Development, Rethinking ‘Mental Health’, Psychotherapy, and the Future of Psychology.

bg2Professor Bernard Guerin:  Interviewed by Marcela Ortolan for Boletim Contexto – ABPMC, Brazil

Leia aqui a entrevista traduzida para o português aqui. Continuar lendo [Interview] About Bernard Guerin’s Academic Development, Rethinking ‘Mental Health’, Psychotherapy, and the Future of Psychology