[Entrevista] Gabriel de Luca: Como combater as Fake News? (Parte 2)

O Boletim Contexto teve o prazer de receber Gabriel Gomes de Luca, professor de Psicologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), para uma entrevista. Após uma trajetória onde se formou como graduado, mestre e doutor em Psicologia pela UFSC, atualmente é coordenador do projeto de extensão universitária “Desenvolvimento de Senso Crítico”. Uma das novidades desse projeto é a ação “Avalie – Não seja Fake”, que busca através de suas páginas no Facebook (https://www.facebook.com/naosejafake/) e no Instagram (https://www.instagram.com/naosejafake/?hl=pt-br), capacitar as pessoas a analisar criticamente argumentos e notícias, identificando falácias e Fake News.

Na segunda parte desta entrevista (Parte 1: https://boletimcontexto.wordpress.com/2021/04/08/entrevista-gabriel-de-luca-a-definicao-de-fake-news-e-as-suas-funcoes-na-sociedade-moderna-parte-1/), Gabriel comenta sobre as estratégias que têm sido utilizadas para combater as Fake News, incluindo o seu próprio projeto de extensão.

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[Artigo] Assertividade na Clínica Comportamental – Estudo de caso

O enfoque na função dos comportamentos assertivos vem sendo discutido na literatura desde a década de 70, sendo Rich e Schroeder (1976) os autores que descreveram-nos como uma “habilidade” de melhorar uma relação interpessoal a partir da expressão de sentimentos ou desejos, mesmo com alta possibilidade de perda de reforçamento ou de punição. Há diversos estudos sobre mensuração de assertividade, mas ainda não há consenso na literatura sobre sua avaliação, uma vez que o contexto em que ocorre o comportamento é imprescindível para avaliá-lo. A partir disso e da importância da discussão da função dos comportamentos assertivos, Silvério e Matos (2021) fizeram um estudo de caso clínico de uma mulher de 30 anos.

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[Entrevista] Gabriel de Luca: A definição de Fake News e as suas funções na sociedade moderna (Parte 1)

O Boletim Contexto teve o prazer de receber Gabriel Gomes de Luca, professor de Psicologia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), para uma entrevista. Após uma trajetória onde se formou como graduado, mestre e doutor em Psicologia pela UFSC, atualmente é coordenador do projeto de extensão universitária “Desenvolvimento de Senso Crítico”. Uma das novidades desse projeto é a ação “Avalie – Não seja Fake”, que busca através de suas páginas no Facebook (https://www.facebook.com/naosejafake/) e no Instagram (https://www.instagram.com/naosejafake/?hl=pt-br), capacitar as pessoas a analisar criticamente argumentos e notícias, identificando falácias e Fake News.

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[Artigo] Youth COMPASS: Usando a Terapia de Aceitação e Compromisso para promover flexibilidade psicológica em adolescentes através de uma intervenção on-line

Em 2018, a OMS declarou a depressão como uma das maiores causas de enfermidades entre adolescentes no mundo todo. Esse é um dado preocupante por si só, uma vez que pesquisas indicam relações entre problemas de saúde mental na adolescência e baixo desempenho escolar, comportamentos de risco, abuso de substâncias, violência e altos índices de tentativas de suicídio e autolesão (Kieling, Baker-Henningham, Belfer, Conti, Ertem, et al., 2011; Patel, Flisher, Hetrick & McCorry, 2007). Para além disso, é importante considerar que dificuldades com a saúde mental na adolescência são fortes precursoras para a constatação de um diagnóstico de transtorno mental na vida adulta e podem ter fortes impactos no bem-estar e na produtividade no trabalho (Patel et. al., 2007; Roza, Hofstra, van der Ende, & Verhulst, 2003).

Considerando esse contexto, Lappalainen, Lappalainen, Puolakanaho, Hirvonen, Eklund, Ahonen, Muotka e Kiuru publicaram esse ano (2021) o artigo “The Youth Compass – the effectiveness of an on-line acceptance and commitment therapy program to promote adolescent mental health: A randomized controlled trial”, descrevendo uma intervenção on-line voltada para a promoção de saúde mental em adolescentes da Finlândia. Os autores argumentam que intervenções feitas em pessoas mais jovens podem ter efeitos duradouros e prevenir o surgimento de questões mais complexas posteriormente. Dessa maneira, a intervenção é voltada para adolescentes de 15 e 16 anos em contexto escolar.

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[Artigo] “Se eu ignorar a birra, então, ela vai primeiro aumentar?” Depende!

Diante de comportamentos que consideramos (pelo motivo que for) inadequados, é comum optarmos por usar a extinção. Por exemplo, podemos colocar em extinção comportamentos de birra mantidos por reforçamento social ignorando-os. Um comentário comum nessas situações é “se eu ignoro as birras elas só pioram!”. Mas isso acontece em todos os casos em que usamos extinção? O artigo que vamos discutir sugere que a resposta pode ser: depende!

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[Artigo] Influências biológicas no desenvolvimento do comportamento infantil

De acordo com Skinner, existem três níveis de seleção do comportamento humano: filogenético, ontogenético e cultural. Compreender a inter-relação entre esses três níveis de seleção faz-se essencial para que possamos estudar de forma mais acurada o comportamento humano. Em seu capítulo intitulado “Influências biológicas no desenvolvimento do comportamento infantil”, Casella e Medeiros Filho (2020) abordaram como a interação entre a biologia do indivíduo como herança da espécie (seleção filogenética) e o ambiente (seleção ontogenética e cultural) pode afetar o seu desenvolvimento. Para tanto, os autores elencaram os aspectos filogenéticos da espécie humana, a biologia do córtex pré-frontal, a interação do organismo com o ambiente por meio do modelo transacional e o temperamento como bases biológicas para constituição da personalidade do indivíduo.

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[Artigo] Lei Maria da Penha: uma análise de contingências e metacontingências

Nesta semana, o STF proibiu por unanimidade, a tese de legítima defesa da honra para casos de feminicídio, configurando um grande avanço destes julgamentos no país. No entanto, o presente estudo visa ressaltar que, embora haja no país a Lei 11.340 (Brasil, 2006), conhecida como Lei Maria da Penha, dados do Atlas da Violência indicam um crescimento de 30,7% no número de homicídios de mulheres no Brasil entre os anos de 2007 e 2017. Assim, Ângeli, Almeida e Juliani (2021) analisaram a Lei Maria da Penha (Brasil, 2006), enquanto possível descrição de contingências e metacontingências, a fim de buscar explicações analítico-comportamentais na lei para a não diminuição dos índices de violência doméstica e familiar contra a mulher.

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[Artigo] Walden Two poderia ser uma sociedade anarquista?

Lopes (2020) explora as possibilidades de aproximação entre o projeto de sociedade Walden Two proposto por Skinner e o projeto político anárquico. São identificadas compatibilidades e distanciamentos entre ambos, adentrando-se nos níveis econômico, político e cultural. 

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[Artigo] Variáveis parentais e suas associações com problemas comportamentais na infância

Os problemas comportamentais na infância podem ser externalizantes – como desobediência e agressividade – ou internalizantes, por exemplo a timidez, ansiedade e depressão. O conceito de “problemas comportamentais” é multideterminado por variáveis relacionadas às crianças (o gênero, o temperamento, entre outros) e por variáveis sociodemográficas da família, como renda, educação e configuração monoparental ou biparental. Atentando a essas variáveis, Bolsoni-Silva e Loureiro (2020) objetivaram encontrar, em famílias biparentais, associações entre problemas de comportamento infantil e práticas parentais, relações conjugais, habilidades sociais e depressão materna.

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[Artigo] Por que escolhemos não seguir regras que buscam diminuir a contaminação pelo COVID-19? Uma análise a partir da Teoria das Molduras Relacionais

O comportamento governado por regras é assunto de importante discussão para a Análise do Comportamento há algum tempo, porém, em 2001, Hayes, Barnes-Holmes e Roche publicaram o livro-base da Teoria das Molduras Relacionais (RFT), que foi um marco nessa discussão. A RFT se propõe a discutir os comportamentos descritos pelos rótulos de linguagem e cognição. A partir dos princípios básicos propostos, foi possível construir uma maior compreensão acerca de comportamentos que estão sob controle de contextos verbais derivados (comportamento verbal), para além da compreensão trazida pela perspectiva skinneriana.

O comportamento de seguir regras, especificamente, tem importância particular no contexto atual da pandemia do COVID-19. Seguir regras nesse momento está diretamente vinculado à saúde pública e individual, mas, ainda assim, vemos indivíduos que não respeitam o distanciamento, transitam sem o uso da máscara e/ou frequentam lugares públicos mesmo com sintomas de gripe. Exemplos como esses nos fazem questionar: o que leva a um comportamento de não-seguimento de regras mesmo em um contexto pandêmico?

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[Artigo] Já se questionava Bentinho: teria Skinner realmente flertado com o reducionismo?*

*O título da presente resenha é uma referência lúdica à eterna questão da obra machadiana: teria ou não Capitu traído Bentinho?.

Uma das críticas mais frequentemente direcionadas ao Behaviorismo Radical de B. F. Skinner refere-se ao possível caráter reducionista da ciência analítico-comportamental. Objetivando jogar mais luz sobre essa questão, Pessôa-Ramos, Teixeira e Barbosa (2020) conduziram um ensaio teórico para avaliar a que tipo de proposições reducionistas o pensamento skinneriano se opõe e/ou das quais se aproxima. Para tanto, foi realizada uma análise conceitual de sua extensa obra teórica. Os resultados apontaram três categorias de reducionismo discutidas na obra skinneriana: (a) reducionismo de condução derivacional; (b) reducionismo como supersimplificação e (c) reducionismo como uma tese sobre o estatuto nomológico do comportamento.

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[Artigo] Efeitos colaterais da Punição: o que dizem os dados?

O trabalho de Sidman (1989/1995), Coerção e suas implicações¸ é incontornável nos estudos sobre controle aversivo. Nele ficam claras as suas preocupações com os efeitos colaterais tanto do reforçamento negativo quanto da punição. Reconhecendo a importância desse trabalho e dessas preocupações, Fontes e Shahan (2021) procuraram reavaliar, especificamente, os argumentos e análises de Sidman sobre a punição à luz dos dados empíricos. Fizeram isso tendo como objetivo aprofundar nossa compreensão da natureza e do uso da punição, renovando as investigações empíricas e teóricas nessa área.

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[Artigo] Outras funções do reforçador: reflexões sobre a descrição do reforçamento

Simonassi, Bernardy e Bernady (2020) apontam em seu estudo a habitualidade, durante a formação de futuros analistas do comportamento, em se ensinar que a definição de reforçamento passa exclusivamente pelo fortalecimento ou aumento da frequência de uma única classe de respostas, assim, essa seria a versão padrão da teoria do reforço. No entanto, embora tal versão tenha sido importante para o desenvolvimento da área, não possui abrangência de uma teoria plausível do reforçamento e argumentam que a teoria padrão do reforço já não se sustenta à luz dos dados operantes.

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[Artigo] Uma bibliografia atualizada de John B. Watson

Strapasson (2020) se dedica a explorar o vasto trabalho de Watson, revisitando bibliografias já publicadas sobre o autor, e propondo uma nova versão, mais completa e atualizada. Strapasson (2020) consultou arquivos e autores de versões anteriores visando propor a mais completa bibliografia sobre um dos principais behavioristas do século XX.

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[RBTCC] Chamada de Artigos para a Seção Especial sobre História e Ensino da Análise do Comportamento

Em 1961, Fred Keller veio ao Brasil atuar como professor visitante na Universidade de São Paulo e começou o ensino, a pesquisa e a disseminação da Análise do Comportamento no país. Sua atuação na formação da primeira geração de analistas do comportamento e sua colaboração com brasileiros no desenvolvimento do Sistema Personalizado de Ensino (Personalized System of Instruction – PSI) deixaram marcas indeléveis na psicologia nacional e na história das tecnologias de ensino. A Análise do Comportamento no Brasil, desde seus primórdios, tem se preocupado com o ensino e disseminação dessa ciência e, coerentemente, se preocupa em fazer isso seguindo os princípios comportamentais advindos da própria área.

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