[Artigo] Afinal, jogos de videogames violentos devem ser uma preocupação para a sociedade?

Não é de hoje o debate acerca da influência dos jogos violentos em comportamentos agressivos. O debate é caloroso para ambas opiniões. Aposto que você já deve ter se perguntado: afinal, jogos de videogames violentos devem ser uma preocupação para a sociedade? O texto de hoje vai apresentar uma meta-análise (analisada e reanalisada) com uma abordagem que localiza a posição provável das estimativas do tamanho real médio do efeito.  

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[Artigo] Uma Interpretação Relacional da Noção de Atividade no Comportamentalismo Radical

Uma questão que  levanta discussões em várias áreas da psicologia é se os indivíduos são ativos, senhores do próprio destino, autônomos. O Comportamentalismo Radical é acusado de compreender o sujeito como um indivíduo passivo, à mercê do ambiente, um fantoche. Mas o grande ponto é: para o Comportamentalismo Radical não existe uma separação entre pessoa e comportamento, ao conceber tal unidade entende-se que a pessoa é comportamento, que o sujeito é parte interativa do ambiente.

O que Reis & Laurenti (2019) tentam discutir no artigo é se o comportamento é ativo ao partir de duas possibilidades de definição de atividade. A primeira (1) descreve ações, compreende que o caráter ativo pode ser designado a pessoa e coisas, como o caso de um remédio ativo ou da atividade de um vulcão. A outra (2) seria a concepção de atividade enquanto fenômeno psíquico, uma instância iniciadora de eventos, anterior à ação de fato. A noção anterior (1) leva à compreensão de que é ativo tudo o que produz eventos, mesmo que as variáveis de tal produção não sejam conhecidas. A noção posterior (2) leva a uma explicação causal. E, explicar comportamento partindo de uma lógica causal não explica, para o Behaviorismo Radical, o que de fato levou o organismo a se comportar de determinada forma.

Skinner (1953) criticou tanto as explicações causais de caráter interno – como o mentalismo e o fisicalismo fisiológico – quanto as de caráter externo – como o ambientalismo. A posição skinneriana admite que para que se compreenda a ocorrência de um determinado comportamento é necessário estabelecer uma relação funcional e não uma relação causal linear entre eventos. Assim, adotar a segunda definição de atividade não seria coerente com os princípios do Behaviorismo Radical.

Ao mesmo tempo, dizer que o sujeito é passivo e considerar o ambiente como entidade ativa também não é a posição mais condizente com a proposta de Skinner, já que ainda não romperia com uma lógica causal, apenas deslocaria a causa do âmbito interno para o externo. Para o Behaviorismo Radical, sujeito e mundo só podem ser compreendidos em relação, ou seja, o comportamento não é efeito de uma causa, mas ele é a relação organismo-ambiente. Desta forma, ao adotar a primeira noção de atividade como ação, que admite que a produção de eventos existe em função da própria relação entre eventos, seria possível, dentro do Comportamentalismo Radical, compreender o comportamento como ativo.

Um resumo de: Reis, C. S. dos & Laurenti, C. (2019) Uma interpretação relacional da noção de atividade no comportamentalismo radical. Acta Comportamentalia, 27 (1), 91 – 107.

Referências:

Skinner, B. F. (1953). Science and human behavior. New York: The Macmillan Company.

[Artigo] Por uma definição funcional dos respondentes

Pela Análise do Comportamento, aprendemos que a melhor forma de compreender os nossos comportamentos é começando por uma definição funcional deles e não topográfica. A definição funcional é mais completa e é capaz de relacionar as respostas, ao contexto imediato e à história de interações do organismo com seu ambiente presente e passado. Essa forma de ver e descrever o objeto da Psicologia, definido nesta ciência como o comportamento, é bastante utilizada quando estamos nos referindo ao que conhecemos como comportamento operante, no entanto, Leslie (2018) levanta uma crítica aos analistas do comportamento que, segundo o autor, costumam descrever os comportamentos respondentes apenas de forma topográfica. Em seu artigo “A ontologia do Comportamento” (do inglês The ontology of behavior), publicado na Revista Europeia de Análise do Comportamento, o autor expõe suas críticas e discute algumas propostas a partir da ecologia comportamental. Continuar lendo [Artigo] Por uma definição funcional dos respondentes

[Artigo] Uma visão analítico-comportamental do perfeccionismo na academia

Bosi (2011) discute a intensificação do trabalho docente observada nos últimos 20 anos. Atualmente, compete ao professor universitário ministrar aulas; captar recursos para as suas pesquisas; organizar e participar de eventos; orientar mestrado, doutorado e iniciações científicas; publicar artigos em revistas mais bem avaliadas, etc. Não por acaso, o docente chega a cumprir uma jornada de trabalho de 60, 70 horas semanais (Bosi, 2011). A lógica mercantil tornou o trabalho acadêmico um produto a ser avaliado em termos de quantidade. Dessa forma, a qualidade de um programa de pós-graduação, a distribuição de bolsas, a manutenção da própria carreira acadêmica está, gradativamente, mais dependente da quantidade de conhecimento produzido em um determinado intervalo de tempo. Bosi (2011) ressalta, “como intelectuais, antes éramos pagos para pensar e produzir. Hoje somos pagos somente para produzir”; e ainda se refere ao fato de que, no Brasil, a mercantilização da produção acadêmica está embasada por leis, decretos, medidas e editais.

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[Artigo] Equivalência de estímulos para o ensino de leitura e escrita em japonês

O paradigma de equivalência de estímulos tem sido vastamente aplicado em pesquisas para o ensino de leitura e escrita, com resultados bastante satisfatórios. O procedimento consiste na escolha de um estímulo a partir de outro estímulo, chamado de estímulo modelo (talvez você já tenha ouvido por MTS ou matching to sample).

Tente imaginar a seguinte situação: em uma situação programada, quando um estímulo é apresentado, por exemplo a palavra falada /flor/, você é convidado a selecionar um outro estímulo, a figura de uma flor. De forma semelhante, quando é ditada a palavra /borboleta/ você deveria clicar na figura correspondente – uma borboleta. Parece tranquilo até aqui, né?! Então vamos inserir mais uma relação! Agora, diante da nomeação de /flor/ temos a palavra impressa “flor” (sim, é nela que você deveria clicar) e o mesmo acontece com a nomeação de /borboleta/ e  a palavra impressa “borboleta”. Tranquilinho, né?! (E se você responder para um estímulo que não é o correspondente que eu estabeleci? Eu vou te dar outra chance e sinalizar quando você acertar e errar! Fique tranquilo). Continuar lendo [Artigo] Equivalência de estímulos para o ensino de leitura e escrita em japonês

[Artigo] A estratégia do Bolsa Família é eficiente?

O Bolsa Família existe há 16 anos como um programa que reverte uma renda mensal para famílias sob alguns critérios de inclusão, viabilizando que esses garantam o acesso a serviços essenciais, como alimentação, saúde e educação. Valderlon e Elias (2019) discutem a partir do viés do design cultural, as potenciais e principais consequências dessa estratégia de distribuição de renda. Os autores publicaram suas análises na revista Behavior and Social Issues no início deste ano. Continuar lendo [Artigo] A estratégia do Bolsa Família é eficiente?

[Entrevista] Roberto Banaco fala sobre a sua história e a criação da ABPMC

Roberto Alves Banaco é psicólogo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1981), Mestre em Psicologia (Psicologia Experimental) pela Universidade de São Paulo (1984) e Doutor em Ciências (área de concentração: Psicologia Experimental) pela Universidade de São Paulo (1988). Atualmente é diretor acadêmico/professor da Associação Paradigma: Centro de Ciências e Tecnologia do Comportamento. Membro do Conselho da Sociedade Brasileira de Psicologia. Foi presidente da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental. Possui acreditação honorária e vitalícia como Analista do Comportamento pela ABPMC.

O XXVIII Encontro da ABPMC tem a enorme honra de ter o Professor Roberto Banaco como o homenageado. Nós do Boletim Contexto realizamos uma entrevista com ele e esperamos que gostem. É uma aula sobre a história da Análise do Comportamento no Brasil e da ABPMC que temos orgulho de fazer parte. Continuar lendo [Entrevista] Roberto Banaco fala sobre a sua história e a criação da ABPMC

[Artigo] Como meninas e meninos escolhem seus parceiros para brincar?

A situação é bem conhecida para aqueles que trabalham com crianças em escolas e para muitos de nós, pois já fomos crianças. A aula é de educação física e a professora precisa que os alunos se dividam em times para jogar ou brincar. Dois deles são escolhidos líderes e deve selecionar seus comparsas. Aqueles que são escolhidos primeiro comemoram, enquanto a tensão, a vergonha e a frustração crescem a cada escolha dos líderes entre aqueles que vão sendo deixados por último. Os que são escolhidos apenas no final podem sentir rejeição e não saberem ao certo porque foram preteridos. Esse momento, se olhado de perto, pode revelar algumas faces interessantes sobre o comportamento das crianças e sobre certas características da nossa sociedade. O estudo de Souza e colaboradores (2019), a partir de situação semelhante, investigou se o gênero e o peso corporal dos colegas têm efeito sobre as escolhas feitas na hora de montar o time para práticas de atividades físicas. O resultado foi publicado no volume 12 da revista Behavior Analysis in Practice lançado no começo deste ano, e aqui está um resumo dele. Continuar lendo [Artigo] Como meninas e meninos escolhem seus parceiros para brincar?

[Artigo] Comportamentos-“problemas” e DRO: procedimento não-aversivo?

Santos (2018) aponta um consenso no uso do procedimento de reforçamento diferencial de outras respostas (DRO)  na administração de comportamentos considerados “problema” entre os analistas do comportamento que trabalham com transtornos do espectro autista (TEA). A autora pontua que tal acordo entre os analistas do comportamento é fruto da ponderação do DRO como alternativa ao uso de procedimentos aversivos. Mas será mesmo que essa definição está correta? Continuar lendo [Artigo] Comportamentos-“problemas” e DRO: procedimento não-aversivo?

[Entrevista] João Marçal fala sobre os planos da nova gestão da ABPMC

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João Vicente de Sousa Marçal é Psicólogo, Mestre e Doutor em Psicologia pela Universidade de Brasília. Ao longo de sua carreira, construiu um extenso currículo na Análise do Comportamento e é reconhecido por seu trabalho em instituições da área como a Revista brasileira de Análise do Comportamento, foi professor em cursos de Psicologia, graduações e especializações e um dos fundadores do Instituto Brasiliense de Análise do Comportamento, o IBAC. Atualmente, João é presidente da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental e é sobre sua história, mas também sobre o momento atual que vai falar nesta entrevista concedida ao Blog Boletim contexto. Continuar lendo [Entrevista] João Marçal fala sobre os planos da nova gestão da ABPMC

Retrospectiva Boletim Contexto 2018

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Mais um ano se passou e chegou a hora de fazer simpatias balanços do que fizemos este ano. Muita coisa aconteceu no país e no Boletim Contexto e vamos fazer uma retomada do nosso ano de 2018 em posts. Continuar lendo Retrospectiva Boletim Contexto 2018

Proposição de novos critérios para a acreditação da ABPMC

Prezada comunidade de Analistas do Comportamento brasileira,

A consulta pública sobre critérios específicos para acreditação de atendimento de pessoas com desenvolvimento atípico foi profícua. Dando andamento à discussão, e tendo em vista a necessidade de celeridade no processo, a atual diretoria tem a honra de publicar no Boletim Contexto um texto da Comissão de Acreditação em consonância com a Comissão de Desenvolvimento Atípico. Tal texto traz os primeiros passos na direção de uma especificação na Acreditação da ABPMC para tratamento de TEA.

Adicionalmente, disponibilizamos três textos, sendo  um da Comissão de acreditação (apresentando o histórico pelo qual a mesma passou para descrever os critérios), uma carta da comissão de desenvolvimento atípico e um texto do professor Silvio Botomé discutindo o papel da Acreditação da ABPMC.

Esperamos que a comunidade aprecie a nova proposta pra que possamos colocá-la em votação.

Att.

A Diretoria

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[Debate] A proposta da Teoria das Molduras Relacionais (RFT) é mesmo diferente do que aprendemos com Sidman sobre o Paradigma da Equivalência de Estímulos?

Leitores e leitoras,

O Boletim Contexto tem a enorme satisfação de trazer a vocês um post por muito tempo idealizado. Desde que assumimos a Comissão de Publicações, no início de 2017, publicar discussões sobre temas fundamentalmente analítico-comportamentais era um objetivo, algo que consideramos uma grande contribuição para a nossa comunidade. Discussões sobre questões em aberto, conceitos e teorias que estão em construção nos tempos atuais eram nosso plano. Entretanto, as preocupações sobre o formato e a a maneira de abordar os convidados foram postergando este tão almejado projeto, mas finalmente conseguimos. O que vocês lerão é um post bem mais extenso do que o esperado para um blog, mas certamente com a profundidade que o assunto requer.

Convidamos o Dr. André A. B. Varella e o Dr. João Henrique de Almeida, ambos professores e pesquisadores no campo do comportamento simbólico para comentar o polêmico artigo de Alonso-Álvarez e Pérez-González (2017) intitulado Contextual control over equivalence and nonequivalence explains apparent arbitrary applicable relational responding in accordance with sameness and opposition. Neste artigo, Alonso-Álvarez e Pérez-González colocam em cheque a necessidade de se explicar o responder relacional com as molduras de IGUALDADE e OPOSIÇÃO da RFT em uma tarefa de discriminação condicional com controle contextual. A seguir, apresentaremos brevemente cada convidado. A escolha da ordem de apresentação dos convidados e de seus comentários visou unicamente facilitar a compreensão para os leitores.

O Dr. André Varella é psicólogo (UFSJ), mestre em Educação Especial (UFSCar), doutor em Psicologia (UFSCar), com período sanduíche na Universidade de Nevada, em Reno (USA) e pós-doutorado no Laboratório de Estudos do Comportamento Humano (UFSCar). É docente permanente e vice-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Atua como editor associado da Acta Comportamentalia, Revista Brasileira de Análise do Comportamento (REBAC) e Revista Psicologia e Saúde, além de ser revisor de periódicos da área de Psicologia. É pesquisador associado do INCT-ECCE (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Comportamento Cognição e Ensino) e coordenador do Laboratório de Pesquisa em Autismo e Comportamento (LAPAC), desenvolvendo pesquisas sobre linguagem e cognição humana, com ênfase no desenvolvimento de intervenções comportamentais para pessoas com autismo, além de pesquisas para ampliar e aprimorar a atenção às pessoas com autismo na rede pública de saúde (SUS). É diretor clínico do iABA – Instituto de Análise do Comportamento Aplicada (em Campo Grande-MS), atuando no tratamento ABA de pessoas com autismo e outros distúrbios do desenvolvimento.

O Dr. João Henrique de Almeira possui graduação em Psicologia (UFSJ), é mestre em Análise do Comportamento (UEL) e doutor em Psicologia (UFSCar). Realizou estágio de doutorado no exterior na National University of Ireland – Maynooth (NUIM) na Irlanda. Trabalhou como Pesquisador Visitante na Ghent University (UGent), em Ghent na Bélgica. Atualmente é Professor Voluntário e bolsista Fapesp de pós-doutorado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar – Processo Fapesp 2014/01874-7), membro do Laboratório de Estudos do Comportamento Humano (LECH) e do Grupo de Pesquisa de Cultura, Linguagem e Comportamento Simbólico (CLiCS) e membro do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Comportamento, Cognição e Ensino (INCT-ECCE). É membro do corpo editorial da Psychological Record, Comportamento em foco e Editor convidado para o número atual da ACTA Comportamentalia e é revisor de periódicos nacionais e internacionais. Desenvolve pesquisas sobre processos comportamentais relacionados à linguagem e cognição humana especialmente pela perspectiva da Teoria das Molduras Relacionais (Relational Frame Theory-RFT), com foco em flexibilidade das redes relacionais, transformação e transferência de funções, investigação de vieses sociais e análogos experimentais de psicopatologias.

Iniciaremos pelos comentários do Dr. André Varella e em seguida passaremos aos comentários do Dr. João Henrique de Almeida. Leitores e leitoras estão convidados(as) a deixar também os seus comentários.

Nosso mais profundo agradecimento aos convidados por terem aceitado participar e por dedicarem seu precioso tempo na análise cuidadosa do artigo e de suas implicações.

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[Artigo] As histórias da sua vida são totalmente reais?

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Quantas vezes você já ouviu alguém, geralmente a pessoa mais velha da sua família, contar histórias sobre você, ou sobre outro membro da família, e essa história ser gradativamente alterada ao longo dos anos? Geralmente com a adição de um detalhe ou outro por conta dessa pessoa lembrar que “aquilo de fato existiu”, ou mesmo quando alguém que viveu no mesmo período adiciona um detalhe e essa história se modificada para todas as outras vezes que for contada. Agora imaginem esse processo de modificação da memória quando estamos tratando do reconhecimento facial de um criminoso. A depender do que nós informarmos a vítima sobre detalhes não tão verossímeis do crime ela pode alterar a escolha dela do criminoso para um inocente. Damos o nome desse processo de falsas memórias. Continuar lendo [Artigo] As histórias da sua vida são totalmente reais?

[Artigo] Implicações do antimentalismo para concepção de ciência

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A oposição ao mentalismo é uma das características marcantes do Behaviorismo, especialmente do Behaviorismo Radical. A Análise do Comportamento é sempre lembrada e descrita como a Psicologia que estuda o comportamento em detrimento da mente ou dos processos e estruturas mentais. As implicações dessa postura para o desenvolvimento da ciência psicológica são muitas, e não são poucos os que não compreendem o antimentalismo ou não se identificam com esta abordagem devido a divergências teóricas relativas à concepção de objeto de estudo da Psicologia. Moore (2018) se dedica a caracterizar as posturas mentalistas, descrevê-las e apresentar suas críticas ao behaviorismo, para então tecer os contrapontos e implicações de uma visão analítico comportamental que julga mais eficaz no que se refere à produção de conhecimento em Psicologia na ciência em geral.

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