[Artigo] As histórias da sua vida são totalmente reais?

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Quantas vezes você já ouviu alguém, geralmente a pessoa mais velha da sua família, contar histórias sobre você, ou sobre outro membro da família, e essa história ser gradativamente alterada ao longo dos anos? Geralmente com a adição de um detalhe ou outro por conta dessa pessoa lembrar que “aquilo de fato existiu”, ou mesmo quando alguém que viveu no mesmo período adiciona um detalhe e essa história se modificada para todas as outras vezes que for contada. Agora imaginem esse processo de modificação da memória quando estamos tratando do reconhecimento facial de um criminoso. A depender do que nós informarmos a vítima sobre detalhes não tão verossímeis do crime ela pode alterar a escolha dela do criminoso para um inocente. Damos o nome desse processo de falsas memórias. Continuar lendo [Artigo] As histórias da sua vida são totalmente reais?

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Implicações do antimentalismo para concepção de ciência

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A oposição ao mentalismo é uma das características marcantes do Behaviorismo, especialmente do Behaviorismo Radical. A Análise do Comportamento é sempre lembrada e descrita como a Psicologia que estuda o comportamento em detrimento da mente ou dos processos e estruturas mentais. As implicações dessa postura para o desenvolvimento da ciência psicológica são muitas, e não são poucos os que não compreendem o antimentalismo ou não se identificam com esta abordagem devido a divergências teóricas relativas à concepção de objeto de estudo da Psicologia. Moore (2018) se dedica a caracterizar as posturas mentalistas, descrevê-las e apresentar suas críticas ao behaviorismo, para então tecer os contrapontos e implicações de uma visão analítico comportamental que julga mais eficaz no que se refere à produção de conhecimento em Psicologia na ciência em geral.

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[Artigo] Fake news: fenômeno atual e possível intervenção

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Você com certeza já ouviu falar em Fake News, certo? Elas estão tomando as redes sociais! O candidato do outro partido faz, né? Ou seria o do seu? E você, qual a sua participação em tudo isso?

No contexto norte-americano, um estudo mostrou que três meses antes da eleição de 2016, entre Donald Trump e Hillary Clinton, 156 notícias enganosas receberam 38 milhões de compartilhamentos na rede social Facebook. Partindo da potencial gravidade dessa situação, Tsipursky e Morford (2018) propõem uma intervenção chamada Pro-Truth Pledge (PTP), algo como “Juramento em Favor da Verdade”. Essa proposta é baseada em uma pesquisa da ciência do comportamento sobre as possíveis causas do mentir e como preveni-lo, assim como em estratégias bem sucedidas de promoção de comportamentos pró-sociais.

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Lançamento do Volume 8 da Comportamento em Foco – Práticas Culturais, Sociedade e Políticas Públicas

 

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Prezadas(os) sócias(os) da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (ABPMC), demais analistas do comportamento e interessados na ciência do comportamento,

É com satisfação e orgulho que anunciamos o lançamento do Volume 8 da coleção Comportamento em Foco, com o tema “Práticas culturais, sociedade e políticas públicas”.  Trata-se de um volume especial derivado, em sua maior parte,  do Simpósio de Contingências Sociais para a Sustentabilidade, ocorrido no XXV Encontro Brasileiro de Psicologia e Medicina Comportamental, realizado em 2016 em Foz do Iguaçu-PR.  O volume é composto por 8 capítulos com temas que versam sobre a perspectiva comportamental de políticas públicas, escolha, planejamento cultural, altruísmo, práticas culturais e análise das possíveis metacontingências de programas governamentais. Continuar lendo Lançamento do Volume 8 da Comportamento em Foco – Práticas Culturais, Sociedade e Políticas Públicas

[Debates] Propostas da Comissão de Desenvolvimento Atípico da ABPMC para a Acreditação do Analista do Comportamento

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São Paulo, 15 de Outubro de 2018

À Comunidade da ABPMC,

A Comissão de Desenvolvimento Atípico da ABPMC vem se reunindo, delineando e executando ações em grupo para esclarecer profissionais e consumidores sobre a prestação de serviços baseados em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) para a população com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A proposta da Comissão é sistematizar diretrizes que norteiem a formação profissional e favoreçam a oferta de práticas éticas e compatíveis com os princípios teóricos e conceituais da ABA.

Em setembro de 2018, a Comissão de Desenvolvimento Atípico juntamente com a Diretoria da ABPMC realizou uma consulta pública na Assembleia do XXVII Encontro da ABPMC (São Luiz – MA) sobre a possibilidade de adicionar critérios complementares para a acreditação de profissionais que trabalham com a Análise do Comportamento Aplicada ao TEA. Na ocasião, foi possível constatar que existem muitos pontos a serem esclarecidos e debatidos para que a comunidade de Analistas do Comportamento brasileira consiga definir uma posição majoritária sobre a proposta.

A Comissão de Desenvolvimento Atípico vem por meio deste documento descrever o cenário atual do nosso campo de atuação, compartilhar algumas preocupações e propor possíveis encaminhamentos.

Convidamos a nossa comunidade a continuar o debate iniciado no XXVII Encontro da ABPMC pelo Boletim Contexto.

Agradecemos desde já.

Atenciosamente,

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ATÍPICO – ABPMC

Cintia Guilhardi – Coordenadora

Ariene Coelho

Cássia Leal da Hora

Claudia Romano

Leila Bagaiolo

Marilu Borba

Thais Sales


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[Artigo] Como tornar o sistema prisional mais efetivo?

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De acordo com dados do último Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias, em junho de 2016, havia 726.712 pessoas privadas de liberdade no Brasil. Na mesma época, o sistema prisional contava com 368.049 vagas, criando uma taxa de ocupação nas prisões de 197,4%. Além da ocupação excessiva de estabelecimentos carcerários brasileiros, outro problema da privação de liberdade é a reincidência criminal. Embora não existam informações concretas sobre as taxas brasileiras de reincidência, pois diferentes pesquisas utilizam métodos distintos para coleta e análise de dados, estima-se que a reincidência criminal se encontra na faixa de 50% a 70% da população carcerária (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 2015). Considerando as altas taxas de ocupação do sistema prisional e de reincidência, é possível considerar que a privação de liberdade não é efetiva para reduzir a criminalidade. Nesse sentido, Apel e Diller (2017) avaliam o encarceramento a partir do viés analítico-comportamental, não apenas destacando as variáveis que tornam a prisão pouco efetiva, mas também apontando de que maneira os analistas do comportamento podem auxiliar nesse problema social de grande escala.

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Nota: Análise do Comportamento a serviço da democracia e dos Direitos Humanos

Nesses dois anos de gestão, buscamos colocar a ABPMC a serviço dos direitos humanos e construir uma atuação politicamente engajada e questionadora. Buscamos reconhecer e combater as desigualdades silenciosas, porém gritantes, da nossa comunidade. Buscamos defender e incentivar a mudança social e o questionamento constante das práticas culturais da nossa comunidade de analistas do comportamento, mesmo (e, talvez, especialmente) quando esse questionamento causava desconforto. Assim, ficamos extremamente felizes ao ver nossos sócios cobrando uma posição institucional da ABPMC em relação às ameaças à democracia e aos direitos humanos que se configuram no cenário político brasileiro. Vemos que nossa mensagem foi transmitida com sucesso e que, a partir de agora, a ABPMC está decididamente impedida de se silenciar.
Podemos antever a preocupação de alguns sócios com tal pronunciamento, temendo que a ABPMC se vincule a partidos políticos ou que entre em searas que estão além da compreensão técnica que essa instituição representa. Essa preocupação é absolutamente legítima e também deve ser razão de vigilância e cobrança constante por parte da comunidade: a ABPMC depende da pluralidade para manter-se relevante e saudável. A ABPMC cresce no debate de ideias, e a Análise do Comportamento se fortalece quanto mais variabilidade nosso repertório verbal apresenta.
Por isso, acreditando que a postura que adotamos ao nos manifestar publicamente sobre o momento atual do processo democrático brasileiro é absolutamente condizente com o nosso compromisso e atuação até aqui, escrevemos este manifesto.
A história da Análise do Comportamento no Brasil começa em 1961, menos de quatro anos antes do golpe militar de 64. A partir de 1965, nossos pioneiros foram demitidos de suas universidades, expulsos de seus laboratórios, ou demitiram-se em solidariedade à perseguição política sofrida pelo corpo docente de suas instituições (Todorov, 2010). Nesse cenário desolador nossa ciência floresceu pelas fendas nos muros da ditadura, fazendo suas ditas “inofensivas” pesquisas com animais, com nossos pesquisadores espalhados pelo país, fundando cursos de psicologia, programas de pós graduação, inaugurando novos laboratórios. Nossa história tem cicatrizes da ditadura, e nossa comunidade foi profundamente moldada por essas experiências. Maria Amélia Matos fala sobre o impacto da abertura política no nosso desenvolvimento científico: nossos temas se tornaram mais socialmente relevantes, nossas investigações conceituais se fortaleceram, passamos a atuar em comunidades, no diálogo com outras áreas (Matos, 1998). A abertura política e o estado democrático foram parte indissociável das contingências que favoreceram o nosso desenvolvimento dentro da Psicologia – ao contrário do que nos diz o constante preconceito que associa o pensamento behaviorista ao autoritarismo.
Hoje, poderíamos falar sobre a ameaça do retorno de um regime ditatorial. Mas preferimos falar sobre o aumento da disponibilidade de reforçadores para discursos de ódio e que, em si só, violam direitos fundamentais. Quase 50 milhões de eleitores ofereceram um reforçador de altíssima magnitude – o seu voto – a um grupo de indivíduos que baseou sua campanha na ameaça aos direitos humanos e na exaltação da violência (exemplos aqui, aqui, aqui e aqui). É claro que precisamos considerar também que é pouco provável que o voto desses 50 milhões de eleitores esteja sob controle apenas desses aspectos do discurso do candidato Jair Bolsonaro. Os últimos anos se configuraram em um cenário de instabilidade, com sinalização constante do risco de punição negativa (diminuição do poder de compra e risco do desemprego, por exemplo), produzindo respostas intensas de fuga e esquiva. Sabemos que o voto em Jair Bolsonaro é não apenas o voto que busca apoiar esse discurso, mas também é o voto do contracontrole, de fuga e de esquiva. É o voto do medo, é o voto da tentativa desesperada de mudança.
Como sabemos, porém, o comportamento que ocorre sob controle de contingências aversivas envolve grandes respostas emocionais. Ódio, medo e intolerância se misturam de forma perigosa. Outro efeito deletério do responder por fuga ou esquiva está no fato de que ele geralmente ocorre sob controle da retirada imediata do estímulo aversivo. É mais difícil olhar adiante quando se teme o presente. É preciso lembrar, porém, que a ameaça de violação de direitos fundamentais retratada no discurso do candidato é um estímulo pré-aversivo para todos nós, especialmente para aqueles mais vulneráveis: a população LGBT, mulheres, negros e índios, pessoas pobres, pessoas com deficiência, crianças.
Escrevemos essa nota como um pedido: que toda a comunidade brasileira de analistas do comportamento busque olhar adiante. Que consigamos manter a esperança, a capacidade de vislumbrar um futuro com grandes reforçadores. Que pensemos com empatia, com cuidado. Que sejamos capazes de defender a nossa democracia e nossos direitos mais fundamentais, ainda tão recentes. Que lembremos dos nossos cientistas do comportamento pioneiros no Brasil, sua luta e suas perdas. Que levemos em consideração nossas próximas gerações de analistas do comportamento, as perguntas em aberto que deixaremos para eles e se eles terão a possibilidade de respondê-las, debatê-las com a comunidade e divulgá-las publicamente.
Mais uma vez citando nossa saudosa Maria Amélia Matos, “a História é mais forte que os sonhos, e a Ciência, que os quartéis” (Matos, 1998, p. 95).
Matos, M. A. (1998). Contingências para a análise comportamental no Brasil. Psicologia Usp, 9(1), 89-100.
Todorov, J. C., & Hanna, E. S. (2010). Análise do comportamento no Brasil. Psicologia: teoria e pesquisa, 26, 143-154.

[Inspirações] Mude e mude de novo, uma homenagem a John Anthony (Tony) Nevin (05/07/1933 – 23/09/2018)

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Tony trabalhando em sua apresentação no saguão do hotel (arquivo pessoal)

Esta homenagem foi escrita pelo Prof. Dr. Fábio Leyser Gonçalves (Departamento de Psicologia – Faculdade de Ciências – UNESP – Bauru).

Conheci Tony em 2017, na Winter Conference on Animal Learning and Behavior (em Park City, Utah). Com a verba sempre curta, entrei no link do evento que levaria a uma planilha de pessoas interessadas em dividir um quarto. O primeiro, e único, nome da lista era Tony Nevin. Pensei em desistir, afinal, um reles mortal como eu, iria dividir um quarto com um dos maiores nomes da Análise Experimental do Comportamento? Mas, as contingências (a verba) exigiam. Tomei coragem e escrevi me apresentando e perguntando se ele ainda estava procurando um colega de quarto. Recebi uma resposta extremamente alegre e acolhedora, dizendo que seria um enorme prazer dividir o quarto comigo.

Assim era Tony, uma pessoa simples, generosa, divertida e acima de tudo, adorável. Nos poucos dias que coabitamos o quarto, ele se tornou um grande companheiro de viagem. Aos 83 anos de idade confidenciou que era seu penúltimo evento, pois achava que estava na hora de descansar um pouco. Contou um pouco sobre sua vida, filhos, suas manifestações anti-Trump, presenciei o carinho que dirigia à esposa, querendo dividir com ela cada experiência, mesmo após 40 anos de casamento. Me mostrou e discutiu os dados que iria apresentar, como se fôssemos colegas de muitos anos e minha opinião pudesse acrescentar qualquer coisa. Aliás, sua apresentação naquele evento foi um dos maiores exemplos de como fazer ciência que já vi. O trabalho era uma reinterpretação de seus dados com base nos modelos matemáticos desenvolvidos por Peter Killeen. Mais de 30 anos trabalhando na teoria do Momento Comportamental e, de repente, ele dizia que seus modelos não estavam adequados, e que esses explicavam seus dados muito melhor (creio que uma versão mais completa foi publicada no início deste ano em um número especial do JEAB, do qual foi editor, em sua homenagem). Depois de 30 anos trabalhando em uma teoria de resistência à mudança, e ele preservava a capacidade de mudar com a maior naturalidade, guiado pela força dos dados. Poderíamos falar muito mais sobre sua trajetória acadêmica e profissional, mas o fato é que não perdemos, apenas, um grande Analista do Comportamento, perdemos um grande ser humano em todos os seus aspectos.

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Tony esperando o início das apresentações de trabalho (arquivo pessoal)
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Tony e Darlene Crone-Todd explorando um campo congelado (arquivo pessoal)

[Artigo] Sobre saber esperar e ter autocontrole

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Normalmente, dizemos que, se uma pessoa consegue deixar de comer uma sobremesa bastante apetitosa por conta de uma vida saudável, ela tem bastante autocontrole. Se alguém passa cinco anos conciliando trabalho diurno e estudo noturno, diz-se que essa pessoa tem bastante força de vontade. Mas o que isso significa em termos comportamentais? Que repertórios são importantes para que alguém faça alguma dessas coisas? A fim de levantar importantes variáveis para o estudo desse assunto, Haendel e Avarenga (2018) discutem sobre a tolerância ao atraso do reforçador como um aspecto importante do autocontrole.

Continuar lendo [Artigo] Sobre saber esperar e ter autocontrole

[Artigo] Corrupto, corrupção e corromper-se, flexões do mesmo fenômeno?

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Corrupção é um fenômeno recorrente, mas não exclusivo do cenário brasileiro. Ele é apresentado para a sociedade através de várias facetas, em diferentes extratos sociais e com diferentes objetivos, apesar de produzirem, quase sempre, os mesmo prejuízos. Nesse artigo, Carrara & Fernandes (2018) avaliam, de acordo com os parâmetro teórico-metodológicos da Análise Comportamental da Cultura uma proposta descritivo-explicativa para o fenômeno da corrupção.
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[Artigo] Nem dogmatismo, nem ecletismo: como se posicionar diante da pluralidade da Psicologia?

 

 

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Em “Considerações sobre o dogmatismo teórico no Behaviorismo Radical” publicado pela Revista Brasileira de Análise do Comportamento, Marcos S. Azoubel discute as posturas de dogmatismo e ecletismo teórico adotadas por psicólogos, especialmente os analistas do comportamento. Esses extremos são apresentados pelo autor em um ensaio que busca, além de fazer uma crítica a ambos, apresentar algumas propostas para que psicólogos possam se posicionar melhor em seu trabalho e nos debates entre e intra abordagens psicológicas. Continuar lendo [Artigo] Nem dogmatismo, nem ecletismo: como se posicionar diante da pluralidade da Psicologia?

[Artigo] Permanência das mulheres em relacionamentos abusivos: uma análise funcional

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O ano é 2018, treze anos após a promulgação da Lei Maria da Penha. Contudo, os índices de violência contra a mulher ainda continuam alarmantes, o que evidencia a necessidade que o tema tem de ser melhor investigado. Partindo dessa questão, Pereira, Camargo e Aoyama (2018) desenvolveram um trabalho com o objetivo de identificar as possíveis variáveis que influenciariam na permanência das mulheres em relacionamentos abusivos.

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[Artigo] As regras éticas da ciência: Uma discussão sobre boas práticas científicas

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As pesquisas científicas, independentemente da área em que são realizadas (e.g., ciências humanas, exatas, biológicas), seguem regras comuns: a escolha de um ou mais objetos de estudo, a elaboração de uma pergunta de pesquisa, a descrição de um método, a divulgação dos resultados, etc. Juntamente com as regras que criam parâmetros para a atividade de pesquisa, existe outro conjunto de regras, que sinaliza quais práticas científicas devem ser evitadas por questões éticas, tal como plágio, manipulação de resultados e publicações duplicadas. Considerando a importância da aprendizagem de um repertório de boas práticas científicas, Guazi, Laurenti e Carrara (2018) analisaram um documento elaborado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq, 2011), que descreve quais são as más condutas científicas e suas consequências, além de estabelecer quais são os parâmetros de uma atividade de pesquisa pautada em princípios éticos.

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[Artigo] O que você faz quando paquera?

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O texto de Wade (2018) traz um tema pouco abordado na psicologia de forma geral e, particularmente, na Análise do Comportamento: o flerte. Como todo comportamento, “flertar” está sujeito aos mesmos processos comportamentais. Quem nunca teve um flerte não correspondido (extinção) que atire a primeira pedra. Ou quem aí não entrou em supressão condicionada quando viu o crush (pessoa pela qual se mantém um interesse afetivo, sexual)? É, parece que a arte de flertar não é tão simples assim. Mas, em que aspectos uma conceituação analítico-comportamental do flerte pode ser útil e no que ela pode contribuir? Vamos descobrir?

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[Entrevista] Kester Carrara fala sobre Análise do Comportamento e políticas públicas no Brasil

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O professor doutor Kester Carrara é livre docente do Departamento de Psicologia da Faculdade de Ciência da Unesp em Bauru, um dos nomes mais importantes da Análise do Comportamento no Brasil. Dentre seus trabalhos mais reconhecidos está o livro originado de sua tese de doutorado “Behaviorismo Radical: Crítica e metacrítica” da editora Unesp. Kester é líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Delineamentos Culturais (GEDEPEC) e fundou recentemente a Rede Nacional de Análise Comportamental da Cultura e Políticas Públicas (RNACCPP)  num esforço para integração de analistas do comportamento que produzem na área de delineamentos culturais com interesse nas políticas públicas. Você pode conferir mais sobre no site do grupo clicando aqui.

É principalmente sobre a relação entre a Análise do Comportamento e as políticas públicas e sobre esta articulação nacional que se forma, a RNACCPP que Carrara falou nesta entrevista. Boa leitura!

A version in english can be found here.

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