[Artigo] Corrupto, corrupção e corromper-se, flexões do mesmo fenômeno?

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Corrupção é um fenômeno recorrente, mas não exclusivo do cenário brasileiro. Ele é apresentado para a sociedade através de várias facetas, em diferentes extratos sociais e com diferentes objetivos, apesar de produzirem, quase sempre, os mesmo prejuízos. Nesse artigo, Carrara & Fernandes (2018) avaliam, de acordo com os parâmetro teórico-metodológicos da Análise Comportamental da Cultura uma proposta descritivo-explicativa para o fenômeno da corrupção.
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[Artigo] Nem dogmatismo, nem ecletismo: como se posicionar diante da pluralidade da Psicologia?

 

 

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Em “Considerações sobre o dogmatismo teórico no Behaviorismo Radical” publicado pela Revista Brasileira de Análise do Comportamento, Marcos S. Azoubel discute as posturas de dogmatismo e ecletismo teórico adotadas por psicólogos, especialmente os analistas do comportamento. Esses extremos são apresentados pelo autor em um ensaio que busca, além de fazer uma crítica a ambos, apresentar algumas propostas para que psicólogos possam se posicionar melhor em seu trabalho e nos debates entre e intra abordagens psicológicas. Continuar lendo [Artigo] Nem dogmatismo, nem ecletismo: como se posicionar diante da pluralidade da Psicologia?

[Artigo] Permanência das mulheres em relacionamentos abusivos: uma análise funcional

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O ano é 2018, treze anos após a promulgação da Lei Maria da Penha. Contudo, os índices de violência contra a mulher ainda continuam alarmantes, o que evidencia a necessidade que o tema tem de ser melhor investigado. Partindo dessa questão, Pereira, Camargo e Aoyama (2018) desenvolveram um trabalho com o objetivo de identificar as possíveis variáveis que influenciariam na permanência das mulheres em relacionamentos abusivos.

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[Artigo] As regras éticas da ciência: Uma discussão sobre boas práticas científicas

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As pesquisas científicas, independentemente da área em que são realizadas (e.g., ciências humanas, exatas, biológicas), seguem regras comuns: a escolha de um ou mais objetos de estudo, a elaboração de uma pergunta de pesquisa, a descrição de um método, a divulgação dos resultados, etc. Juntamente com as regras que criam parâmetros para a atividade de pesquisa, existe outro conjunto de regras, que sinaliza quais práticas científicas devem ser evitadas por questões éticas, tal como plágio, manipulação de resultados e publicações duplicadas. Considerando a importância da aprendizagem de um repertório de boas práticas científicas, Guazi, Laurenti e Carrara (2018) analisaram um documento elaborado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq, 2011), que descreve quais são as más condutas científicas e suas consequências, além de estabelecer quais são os parâmetros de uma atividade de pesquisa pautada em princípios éticos.

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[Artigo] O que você faz quando paquera?

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O texto de Wade (2018) traz um tema pouco abordado na psicologia de forma geral e, particularmente, na Análise do Comportamento: o flerte. Como todo comportamento, “flertar” está sujeito aos mesmos processos comportamentais. Quem nunca teve um flerte não correspondido (extinção) que atire a primeira pedra. Ou quem aí não entrou em supressão condicionada quando viu o crush (pessoa pela qual se mantém um interesse afetivo, sexual)? É, parece que a arte de flertar não é tão simples assim. Mas, em que aspectos uma conceituação analítico-comportamental do flerte pode ser útil e no que ela pode contribuir? Vamos descobrir?

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[Entrevista] Kester Carrara fala sobre Análise do Comportamento e políticas públicas no Brasil

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O professor doutor Kester Carrara é livre docente do Departamento de Psicologia da Faculdade de Ciência da Unesp em Bauru, um dos nomes mais importantes da Análise do Comportamento no Brasil. Dentre seus trabalhos mais reconhecidos está o livro originado de sua tese de doutorado “Behaviorismo Radical: Crítica e metacrítica” da editora Unesp. Kester é líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Delineamentos Culturais (GEDEPEC) e fundou recentemente a Rede Nacional de Análise Comportamental da Cultura e Políticas Públicas (RNACCPP)  num esforço para integração de analistas do comportamento que produzem na área de delineamentos culturais com interesse nas políticas públicas. Você pode conferir mais sobre no site do grupo clicando aqui.

É principalmente sobre a relação entre a Análise do Comportamento e as políticas públicas e sobre esta articulação nacional que se forma, a RNACCPP que Carrara falou nesta entrevista. Boa leitura!

A version in english can be found here.

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[Interview] Kester Carrara talks about Behavior Analysis and Public Policies in Brazil

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Professor Dr. Kester Carrara is a full professor in the Department of Psychology at the Unesp School of Science in Bauru, one of the most important names in Behavior Analysis in Brazil. Among his most recognized works is the book originated from his doctoral dissertation “Radical Behaviorism: Critical and Metacritical” of Unesp Publishing. Kester is the leader of the Group for Studies and Research in Cultural Designs (GEDEPEC) and recently founded the National Network of Behavioral Analysis of Culture and Public Policies (RNACCPP) in an effort to integrate behavioral analysts that produce in the area of ​​cultural designs with interest in national public policies. You can check out more about the group’s website here.

It is mainly on the relations between Behavior Analysis and public policies and on this national articulation that is formed, the RNACCPP that Carrara spoke in this interview. Good reading!

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Lançamento do Boletim Contexto nº 42

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A Comissão de Publicação e Editorial da ABPMC e a equipe de colaboradores do Blog Boletim Contexto têm o orgulho de anunciar o lançamento do Boletim Contexto nº42.

Nesse número estão compiladas as publicações veiculadas no Blog entre agosto e dezembro de 2017, com os textos e entrevistas cuidadosamente revisados e organizados em formato de revista eletrônica. O design é amigável às telas horizontais, seja no computador, no tablet ou no smartphone. Não deixem de ler o Editorial desse número, nele a Diretoria Executiva da ABPMC convida toda a comunidade de analistas do comportamento para participar na continuidade dos trabalho da associação.

O Boletim Contexto número 42 pode ser baixado aqui.

Aproveitem a leitura e fiquem à vontade para nos enviar elogios, críticas, sugestões ou comentários!

[Artigo] Feedback-Sanduíche? Mas é sanduíche aberto ou fechado?

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É pão, carne e queijo, ou é pão, queijo e carne? Arroz primeiro, feijão depois, ou feijão primeiro, arroz depois? Análogo às questões alimentares, organizar um feedback sobre o desempenho de alguém requer avaliação e programação da ordem através da qual você passará, camada por camada, as informações necessárias para que o comportamento-alvo possa ser mudado.

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[Artigo] A homossexualidade nas produções Analítico-Comportamentais


0f4f64b7-39d4-4c79-becb-e65a583ff621A homossexualidade e as identidades não-heterossexuais têm sido temas bastante investigados nas produções acadêmicas em ciências humanas, sociais e biológicas. O crescimento do tema está relacionado ao avanço das lutas e dos direitos das pessoas LGBT no mundo ocidental contemporâneo. Como a Análise do Comportamento, sendo uma ciência do comportamento humano, tem contribuído para compreensão acerca das questões relacionadas às vivências homoafetivas? O que tem os analistas do comportamento a dizer sobre o tema? Mizael (2018) realizou um levantamento importante nas principais revistas científicas da área de Análise do Comportamento em busca de produções acerca da homossexualidade e das identidades não-heterossexuais. A pesquisadora encontrou poucas referências e, a partir delas, se propôs a apresentar como a AC tem abordado a questão da homossexualidade em suas pesquisas. Continuar lendo [Artigo] A homossexualidade nas produções Analítico-Comportamentais

[Artigo] Invalidação e validação interferem no desempenho do atleta?

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Em tempos de grande competição esportiva, fica a pergunta de como seria possível melhorar o desempenho do atleta. Como aprimorar seu desempenho, como incentivá-lo, estimulá-lo? A esses e outros questionamento, Barban e Leonardi (2018) se direcionam no artigo “Efeitos da validação e invalidação no desempenho em corrida de atletas”.

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[Artigo] O papel da supervisão clínica na formação de terapeutas comportamentais

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O processo de supervisão clínica é essencial para o desenvolvimento de repertórios profissionais que são necessários para a realização de um bom trabalho terapêutico. A importância desse processo é ainda mais explícita durante a graduação, quando os alunos de Psicologia têm o primeiro contato com a clínica e com as demandas provenientes de um público externo. Considerando o papel da supervisão na formação de novos psicólogos clínicos e, em especial, de novos terapeutas comportamentais, Tozze e Bolsoni-Silva (2018) realizaram uma pesquisa com o objetivo de identificar e descrever as categorias comportamentais de uma supervisora de estágio em clínica e de duas de suas estagiárias, assim como verificar de que maneira ocorria a aplicação das orientações durante os atendimentos com um grupo de pais, realizados pelas estagiárias.

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[Artigo] Punir ou não punir, eis o dogma!

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Recentemente, Critchfield (2014) apresentou um artigo no qual discutia o uso de práticas científicas e sua discrepância com relação aos discursos apresentados sobre os assuntos estudados. Uma dessas práticas, de acordo com Hunziker (2017), é a utilização de discursos dogmáticos em relação a um determinado assunto ou prática científica. Esse discurso, por sua vez, é geralmente apresentado na forma de “autoridade” em detrimento de uma apresentação baseada em evidências objetivas e empíricas. E a Análise do Comportamento não está livre desse problema. Continuar lendo [Artigo] Punir ou não punir, eis o dogma!

[Artigo] Complexidade em lugar da privacidade: uma alternativa para os fenômenos subjetivos

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No artigo intitulado “Além da privacidade”, Pompermaier e Lopes (2018) revisam de forma crítica a proposta skinneriana de eventos privados para tratar dos fenômenos subjetivos. Os autores revisitam outras propostas de refinamento e reformulações deste conceito e, ao final, argumentam por seu abandono e pela superação da noção de privacidade adotada no Behaviorismo Radical. Continuar lendo [Artigo] Complexidade em lugar da privacidade: uma alternativa para os fenômenos subjetivos

[Artigo] Falar consigo mesmo e a perspectiva teleológica

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Falar consigo mesmo é pensar? Ainda, pode ser considerado um comportamento? É a partir desses questionamentos que Howard Rachlin (2018) nos leva ao longo do seu artigo, no qual contrapõe o behaviorismo radical e o teológico, em uma jornada que busca, de acordo com suas próprias palavras, convencer o leitor que “falar consigo mesmo” não é pensar e muito menos um comportamento.

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